quinta-feira, 30 de outubro de 2014

COMBATE TÁTICO - LANÇAMENTO !!!

COMBATE TÁTICO

LANÇAMENTO !!!



Finalmente o lançamento do livro COMBATE TÁTICO – Defesa Pessoal Urbana.
Será realizado quinta feira dia 13 de novembro a partir dás 19h na Casa da Frontaria Azulejada, situada na Rua do Comércio 96, Centro Histórico de Santos/SP




O local é uma das mais significativas obras arquitetônicas da cidade construída em 1865 pra servir de residência e armazém do Comendador português Manuel Joaquim Ferreira Netto.
Sua fachada tem influência neoclássica formada por azulejos em alto relevo importados de Portugal.

A recuperação da fachada ocorreu em 1992 e foi aberto oficialmente ao público para eventos em 2005.


O clima rústico do ambiente é propício para as apresentações de Artes Marciais reforçando ainda mais o espírito guerreiro de cada atleta a se apresentar.



 O livro trata do tema Defesa Pessoal Urbana, que visa preparar o cidadão de bem para sobreviver nas cidades de nosso país cada dia mais violento.

No local ocorrerá a venda dos livros com um brinde e dedicatória do autor.
E também apresentações de Defesa Pessoal e Artes Marciais como Hapkido, Jiu Jitsu, Karate, Ninjutsu, Kobudo, Aikido e com a presença de José Roberto Romeiro Abrahão, idealizador do grupo Sobrevivência Urbana.



   


                                                                                                         
         



Contaremos com ilustres presenças de diversas áreas e também de grandes Mestres da região.

Mestre Davi (Hapkido/Muay Thai)                                                            
















                                                                                                 Mestre Kin (Hapkido/Taekwondo)
















 Mestre Marcão (Jiu Jitsu)                                              Mestre Lira Junior (Aikido)                                        















      
Mestre Soldani (Jiu/Judo/Defesa Pessoal)        






                                                                Mestre Thiago Alexandre (Morganti Ju Jitsu) 

                            
                                                        


                   

  












                          Sobrevivência Urbana




Mestre Maicon Franco (Karate)       
               
                                                                                                                                                       Teremos ampla divulgação no local e o acompanhamento da Bueno Editora, a maior editora nacional especializada em Artes Marciais.

O Sistema COMBATE TÁTICO se divide entre Defesa Pessoal:
Urbana e Militar.
Urbana – situações de risco nas cidades.
Militar – situações de risco relacionadas a profissões que envolvem grupos de segurança.

A Militar subdivide-se em:
Policial e de Guerra.
 


POLICIAL – não apenas para forças policiais, mas para forças de segurança públicas ou privadas, como Polícia Militar, Civil, Federal, Rodoviária, Guardas civis municipais, agentes de segurança penitenciário, segurança privada, etc.
O principal foco dessa subdivisão é a imobilização, condução, técnicas do uso de tonfa, algemamento, defesa contra facas, armas de fogo deporte, controle de distúrbios civis, etc.




GUERRA – militares ou paramilitares em situação de guerra ou qualquer conflito em que pese à defesa do território ou dos interesses de seu país.
Nesse caso o desfecho muitas vezes é a eliminação do inimigo, chegando a envolver captura, sequestro e silenciamento de sentinela.

Mas o foco dessa obra é a Defesa Pessoal Urbana. Pura, direta e honesta.
Sem golpes mirabolantes ou imagens que nada ensinam, apenas envaidecem o autor.
Devemos ter em mente também que Defesa Pessoal não é apenas aprender a aplicar alguns golpes, mas sim ter uma postura e atitude defensiva, sabendo utilizar tudo a seu favor, entender o princípio da oportunidade, criar facilidade, escolher o melhor caminho entre o ataque e a fuga, trabalhar a prevenção.
É ensinada a diferença entre a Defesa Pessoal e as Artes Marciais, mesmo estando intimamente ligadas.
Os golpes e até as defesas são violentos, pois são realistas.
Porém o intuito é cessar a injusta agressão em plena legitima defesa.
O autor teve o cuidado, devido a sua formação acadêmica em Ciências Sociais e Jurídicas, em apresentar noções básicas de direito penal a fim de que o leitor aja com responsabilidade.

O livro já pode ser adquirido diretamente com o autor R$ 35,00 + frete
Contato - facebook - Davidson Abreu
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Ou pela Bueno Editora - http://www.buenoeditora.com.br/shop/


São explicadas em uma maneira esclarecedora as diferenças entre um atleta, um instrutor, professor, técnico e um mestre.

Acredito que defesa pessoal é um ato de amor consigo mesmo e em defesa daqueles que amamos.



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Solução para a Segurança Pública

Solução para a Segurança Pública




Muitos dizem ter a solução para o problema da Segurança Pública.
A grande maioria não sabe do que está falando e outros tentam resolver o problema de forma isolada.
A imprensa não entende o que acontece e nem quer saber. Compromisso com a verdade é inexistente na imprensa nacional.

De acordo com a Constituição Federal
Art. 144 – A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos ...

Dizer os erros é fácil e já fiz isso em outras matérias, o difícil é o que tentarei fazer agora, apontar soluções.

Em nível Federal



A União (Governo Federal) nada faz pela segurança, e não é de hoje.
A Força Nacional é uma farsa política. Não serve pra nada, apenas propaganda.
São componentes da polícia de outros Estados que são reunidos para eventuais missões, que nada mais é do que patrulhamento ostensivo, que qualquer polícia militar de qualquer Estado faz.
Não se enganem acreditando que durante a ditadura militar o governo zelava pela segurança, na verdade apenas faziam vistas grossas aos abusos da polícia, em uma época em que tortura era o único meio de investigação.
Era mais fácil agir dessa forma e menos dispendioso do que investir em inteligência.
Com a CF de 1988 os direitos foram assegurados, porém, esqueceram de dar as ferramentas necessárias à polícia para combater o crime, como investimento, leis mais rígidas e leis que protegessem os agentes do Estado.
A mãe da violência é a impunidade.
Na prática, hoje, quem comete um crime contra um agente do Estado, sua pena é a mesma caso cometesse o crime contra qualquer pessoa.
Pior, o crime de desobediência e desacato tem penas tão brandas que quem comete o crime não será preso, no máximo uma pena alternativa.
Se for menor de idade, então, nada acontecerá.
Isso faz com que ocorra a violência policial, pois após anos o policial ao ser desacatado, xingado, ofendido, humilhado, sabe que não haverá punição a quem cometeu o crime.



É necessário:
- Construção de mais presídios federais e leis que obriguem os Estados a isolarem nas penitenciárias federais os chefes do crime organizado, que é de competência (em tese) da Polícia Federal;

- Maior efetivo da Polícia Federal, que realmente costumava fazer um trabalho competente de investigação e inteligência;

- Alterar as leis penais com urgência. Principalmente a Lei de Execuções Penais, restringindo as saídas temporárias de presos, retirando regalias como as visitas intimas, restringindo o contato com visitas, tornar crime a fuga (que hoje é “permitida”), alterando para prazos mais rígidos no tocante ao tempo para a progressão de regimes (do fechado para o semi aberto e para o aberto), fiscalização do regime aberto e semi aberto, alteração do Código de Processo Penal, etc;

- Tornar o Serviço Militar concursado e não obrigatório, dessa forma o soldado seria profissional e o crime organizado teria mais dificuldade em recrutá-lo;

- Fiscalização das fronteiras e da costa brasileira com o apoio das Forças Armadas;

Em nível Estadual



No caso, falo pelo Estado de São Paulo
São Paulo é a locomotiva do Brasil, com mais problemas do que soluções.
Durante muito tempo a política de Segurança Pública ficou perdida devido a um revanchismo político que culpava a instituição, principalmente a PM, pela perseguição ocorrida durante a ditadura, em uma época em que os perseguidos viraram perseguidores.
A imprensa colaborou com o enfraquecimento da polícia, criticando diariamente os confrontos entre criminosos e policiais, alegando que a polícia de São Paulo era excessivamente violenta.
Hoje a situação ficou melhor entre a mídia e a polícia, o aparato policial evoluiu em equipamento e treinamento, mas a criminalidade evoluiu muito mais.
O Estado, como os demais do país, carece e muito em investigação, que realmente afetem ao crime organizado que domina o Estado de São Paulo.
Parece que políticos temem investigações, portanto não investem muito nisso.
A Polícia Civil é muito visível e nem um pouco discreta, como deveria ser.
Os policiais são espalhafatosos e costumam andar uniformizados.
É raro ver notícias de grandes prisões e desbaratamento de quadrilhas realizado por investigações.



A maior parte das investigações são baseadamente quase com exclusividade em escutas telefônicas que são realizadas de dentro dos presídios.
Isso leva a crer que há um relaxamento em ações que impeçam o sinal de telefones celulares de dentro dos presídios para que as ligações possam ser acompanhadas, mas a que custo?
O atendimento, indisciplina e o nível de corrupção também são pontos bem criticados na polícia civil, enquanto que na PM a critica da imprensa é sobre os confrontos que resultam em mortes.
Cargos políticos de comando impedem que seus detentores esclareçam as causas da violência. Evitam dar entrevistas conclusivas e claras, respondem com números, mas evitam o embate.

É necessário:



- Em longo prazo estudo de unificação das policias, criando um novo sistema de polícia, diferente da Civil e da Militar, com base ao sistema norte americano, cuja extensão, diversificação cultural são semelhantes ao nosso;
Esse atual sistema gera um custo altíssimo por fazerem o mesmo trabalho duas vezes, como por exemplo, dois tipos de boletins de ocorrência e grupos de policiamento semelhantes, como ROTA e GARRA ou GOE, GATE e GER, ÁGUIA e PELICANO, etc. O ciclo de polícia deve ser único, com início, meio e fim realizados pela mesma Instituição.

- Que os comandantes e chefes esclareçam a população e aos órgãos de imprensa que a questão da violência não é apenas policial, que a polícia prende, porém o número de reincidentes que praticam novos crimes é grande, o mesmo ocorre com os menores de idade, gerando a sensação real de impunidade. Isso deve ficar claro para a população.

- Unificação imediata dos sistemas de comunicação COPOM e CEPOL;

- Unificação das Corregedorias;

- Todas as viaturas da Polícia Civil descaracterizadas;

- Construção de presídios;

- Investimento em tecnologia e treinamento em inteligência, análise de monitoramento e reconhecimento facial;

- Combate ininterrupto ao crime organizado, atacando principalmente seu sistema financeiro, apoio político, lavagem de dinheiro, etc;

- Fazer com que a PM não desvie sua atividade fim com escoltas e outros que não seja prioritariamente policiamento, investindo nos Agentes de Segurança Penitenciários, saúde, etc;

- Resgate da autoridade do professor;

Em nível Municipal



É difícil trabalhar com o município. Com todos os defeitos as polícias são muito mais organizadas e estruturadas do que muitas prefeituras, onde os cargos muitas vezes servem como cabides.
É comum atenderem uma solicitação da polícia, que é uma obrigação, como se estivessem fazendo um favor. Tendem a utilizar tudo como plataforma política.
Grande parte dos municípios não tem a cultura de compreender que também são responsáveis pela segurança.
Que um local onde haja congestionamento de trânsito ou uma rua mal iluminada é um convite a criminalidade.
As ações devem ser conjuntas.
Há prefeitos e vereadores que incentivam invasões e proliferação de favelas. Não coíbem o furto de energia elétrica e de água (gato) para não perderem votos.

É necessário:
- Trabalhar em conjunto com a polícia prestando apoio nas questões de fiscalização administrativa;

- Manter a iluminação e podas de árvores;

- Sistema de monitoramento;

- Guardas municipais;

- Vagas nos pátios para recolha de veículos;

- Fiscalização de estabelecimentos, principalmente bares;

- Fiscalização ao comércio ambulante, principalmente os que coloquem em risco a segurança, como venda de bebidas alcoólicas em locais proibidos;

- Resgate da autoridade do professor;

- Congelamento de favelas, coibir construções irregulares;

 Planejamento imobiliário;

- Coibir furto de água e de energia elétrica.

Sociedade



Em uma sociedade perfeita não existiria o crime.
Os sucessivos governos criaram uma cultura popular de assistencialismo, incutindo na cabeça do cidadão de baixa renda de que o Estado deve supri-lo em tudo.
As leis ofereceram muitos direitos e poucas obrigações.
Famílias desestruturadas, a ausência dos pais na criação dos filhos e um grande consumismo favoreceram a criminalidade.
Há anos atrás era uma vergonha para uma família ter um membro criminosos, hoje chega a ser orgulho ou até mesmo forma de coação contra algum vizinho.
A ausência do Estado nas áreas periféricas contribuem para a inversão de valores.
O morador da favela acaba preferindo continuar onde está e investir seu dinheiro em um carro novo, pois lá ele não paga imposto, IPTU , alguns não pagam energia elétrica ou pagam uma taxa reduzida, alguns tem TV à cabo através de “gato”.
O ponto de tráfico costuma ser no mesmo local a anos, e observando ele nota que o traficante está em ascensão social e é admirado.
Se ele vê policiais cobrando propina perde toda a confiança nas forças do Estado e também pode a vir sofrer violência policial.
Para completar, quando precisa de auxílio financeiro ou até de justiça recorre ao traficante que fornece a ele com rapidez.
Isso acaba se tornando uma bola de neve, que atravessa gerações.
Isso deve ser compreendido e encontrado meios de reverter a situação.

É necessário:
- Se organizar para cobrança das autoridades. Essa cobrança não deve ser pessoal nem política, mas em prol da maioria.

- Apoiar o fortalecimento da autoridade escolar;

- Relatar as ocorrências sofridas;

- Denunciar indivíduos em atitudes suspeitas, abusos de autoridade, comércios ilegais, etc;

- Fortalecimento da família.



É óbvio que é apenas um esboço, as soluções não são miraculosas nem utópicas.
São soluções básicas de acordo com outras políticas de segurança em outros países e aprimorando soluções nossas mesmo.
Basicamente, temos que compreender que enquanto houver a sensação de impunidade, não haver penas rígidas, um tempo maior em regime fechado, justiça rápida, sem aguardar em liberdade os recursos, redução da maioridade penal, nada irá adiantar.
Não é possível viver em um Estado Policial, onde deve haver quase que um policial para cada cidadão a fim de manter a ordem.
O povo deve ter liberdade, sabendo que mesmo não estando diretamente vigiado, se cometer algum crime será punido.
Se você concorda totalmente ou em parte, tenha a curiosidade de saber exatamente as propostas (e o que já fez no passado) de seus candidatos nas próximas eleições.
Hoje é mais fácil cobrá-los, e as redes sociais podem obrigá-los a fazer o que prometeram.
           As mudanças devem ser sérias, ter profundidade e os responsáveis serem mais honestos com a população, colocando de lado suas intenções eleitoreiras ou cargos que ocupam.
          Saiba qual o pensamento a respeito de Segurança Pública de seu candidato.
          Entenda qual a responsabilidade de cada cargo politico.
          Acompanhe suas ações.
          Cobre-o pelo que você espera, pessoalmente, através de cartas, e-mails e diversas formas.
          Torne público seu descontentamento, dando nome aos bois.
          Somente quando eles souberem que correm o risco de não serem mais eleitos é que começarão a tomar providências.


terça-feira, 8 de abril de 2014

LIVRO COMBATE TÁTICO

LIVRO COMBATE TÁTICO



Aos amigos que acompanham meu Blog, tenho o prazer de informar que inicio os ajustes para a edição de meu primeiro livro de Defesa Pessoal.
Após anos de experiência em Artes Marciais e Defesa Pessoal, transcrevo o que realmente é eficiente em termos de Defesa Pessoal.
Quase tudo que é traduzido no livro eu utilizei em situações reais, grande parte durante a minha carreira na Polícia Militar de forma operacional, seja atuando na Zona Sul de São Paulo ou em Santos e eventualmente em outras cidades da Baixada Santista.
Experiência essa também utilizada nas instruções que ministrei nos Cursos de Formação e de Aperfeiçoamento da Polícia Militar, onde além de ensinar aprendi muito.
Como explico no livro, a obra não tem a pretensão de ser uma nova arte marcial ou algum novo sistema de Defesa Pessoal, mas sim uma maneira prática e honesta de aplicação de técnicas efetivas, ou seja, de táticas em combate.

      Rascunho de desenho que fiz como referência para ideia de capa

O objetivo da Defesa Pessoal, e é claro do COMBATE TÁTICO não é ser o melhor lutador, o mais forte ou mais rápido, mas sim sair de uma situação de risco.
Aprender a tomar as decisões certas na hora exata, mesmo que a melhor solução seja fugir.
Como sempre digo a meus alunos, não existe o lutador imbatível, até mesmo Anderson Silva foi derrotado recentemente.

                                                     Em 2009

Mas o cidadão comum em situação de risco, ou o policial em seu dia a dia, não pode se dar ao luxo de ser derrotado, pois isso pode implicar em sua morte.
Para isso, sua maior arma é a inteligência. Ele deve estar preparado para agir de forma correta, de acordo com o tipo de agressão que estiver na iminência de sofrer.

Saber evitar o perigo.
Saber utilizar o princípio da oportunidade.
Avaliar o momento certo para atacar.
Onde e como atacar.
Ou se a melhor solução é fugir com segurança.



O assunto não é combate esportivo. A questão não é ver quem é o melhor, mas sim quem irá atingir seus objetivos para aquela situação.
A maior parte dos livros de Artes Marciais ou de Defesa Pessoal não demonstra interesse em realmente ensinar.
Alguns autores utilizam seu livro apenas para promoção e tentar seduzir o leitor a ser seu aluno.
A intenção dessa obra é realmente ensinar, tanto na parte teórica (muito importante) como nas demonstrações praticas.

                                                  Aulas em 2009

É claro que nada nunca substituirá um instrutor ou mestre, mas a matéria é apresentada com muita honestidade.
Alguns golpes apresentados são realmente violentos e podem causar lesões graves, mas um grande diferencial dessa obra é conscientizar as possíveis consequências.
Para isso, há um capítulo voltado para a parte jurídica, com questões levantadas sobre legítima defesa e lesão corporal.

Matéria para o jornal A Tribuna, após a conquista do Mundial de Hapkido em 2013

Resumindo, a parte escrita está completa, resta agora a parte fotográfica, arte gráfica e o mais importante: busca pelo patrocínio!

À medida que esse projeto for se concretizando, eu publicarei mais a respeito.


As fotos dessa matéria são meramente ilustrativas, pertencendo ao meu arquivo pessoal, sem terem qualquer relação com o livro.


O livro já pode ser adquirido diretamente com o autor R$ 35,00 + frete
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terça-feira, 25 de março de 2014

A Verdade Sobre o Julgamento da Retomada do Presídio Carandiru

A Verdade Sobre o Julgamento da Retomada do Presídio Carandiru



O FATO

Em 02 de outubro do Ano de 1992, os presos da Casa de Detenção de São Paulo, o presídio com a maior população carcerária do Brasil, foi iniciado uma rebelião.
Chegou a abrigar 8.000 (oito mil) presos, sendo a maior prisão da América Latina.
De 1920 a 1940 o presídio foi considerado como modelo em todo o mundo.
A rebelião teve início após uma briga no Pavilhão 9. O objetivo dessa rebelião era eliminar detentos rivais.
No Pavilhão 9 haviam 2.070 dos 7.257 presos.
O diretor tentou negociar o fim da rebelião, mas não obteve sucesso.
Na entrada do prédio os detentos atearam fogo e fizeram barricadas, quando os bombeiros conseguiram apagar as chamas a tropa entrou para dominar o presídio.
A tropa era composta por 330 homens, 25 cavalos e 13 cães.
Logo na entrada, o Coronel Ubiratan foi atingido na cabeça, devido a uma explosão ocorrida por um vazamento de gás, sendo socorrido e transportado ao pronto socorro.
No andar térreo não houve mortos, no primeiro andar, onde a ROTA tomou, 15 mortos. Nos outros três andares morreram 96 detentos.
Os números oficiais somam 111 mortos, porém, de acordo com os presos o total de mortos é bem maior.
Foram apreendidos 165 estiletes, 25 barras de ferro, um marreta, maconha, cocaína e 23 revólveres. Na época não havia telefones celulares disponíveis.
Ao todo 22 policiais ficaram feridos.  
O fato ficou conhecido como O Massacre do Carandiru.
O Coronel Ubiratan foi condenado em 2001a 635 anos de prisão, recorreu em liberdade e foi eleito Deputado Estadual, no recurso foi absolvido.
Em 2006, meses após sua absolvição, foi assassinado. Sua namorada foi acusada do homicídio, mas foi inocentada, sua morte não foi esclarecida.

O JULGAMENTO



Dos 330 policiais, somente 103 foram denunciados (acusados), 24 morreram, restando 79.
Na quarta feira, 20 de março de 2014, encerrou a terceira fase do julgamento que terminou com a condenação dos réus que pertenciam ao GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais).
Foram condenados a 96 anos de prisão, exceto por um dos policiais, que por ter antecedentes foi condenado a 104 anos.
Todos aguardarão recurso em liberdade.
Falta a última fase, com o julgamento dos policiais que pertenciam ao Comando de Operações Especiais (COE).

A ABERRAÇÃO JURÍDICA



Crimes contra a vida são julgados pelo Tribunal do Júri, composto por jurados leigos.
O juiz e o promotor conhecem o direito, portanto, eles sabem exatamente o que fizeram.
Há uma máxima do direito que diz “se você estiver errado é melhor que seja julgado pelo júri, se estiver certo que seja por um tribunal técnico”.

A perícia foi executada dias depois, com o local já lavado e totalmente adulterado.

Não houve confronto balístico nem exames residuográficos, impossibilitando determinar quem realmente atingiu alguém com tiros.

Os policiais que disseram que não efetuaram disparos simplesmente não foram denunciados, sendo aceito apenas a palavra. É o pior de tudo, não foi obedecido um princípio básico do Direito Penal: a Individualização das Penas.



As penas devem ser desigualmente aplicadas de acordo com a ação de cada um, consideradas as peculiares circunstâncias do fato e do infrator.
Ou seja, eles julgaram cada um, como se esse individuo tivesse matado todos do local.
Se ele entrou em um local que houve dez mortes, é como se ele tivesse matado as dez pessoas, isso sem falar na possibilidade de legítima defesa.
Fica impossível para o advogado realizar a defesa.
Caso alguém, mesmo efetuando disparos não tenha atingido ninguém, mesmo assim ele foi condenado pela morte de todos.
Caso algum agiu em legítima defesa sua ou de outrem, mesmo assim ele foi condenado pela morte de todos.
Quando duas pessoas efetuam disparos de arma de fogo, com intenção de matar, e atingem a vítima, a perícia através dos exames deverá constatar quem foi o autor do disparo que a matou.
Esse responderá por homicídio e o outro pela tentativa de homicídio.

Tanto o juiz como o promotor sabem de tudo isso, e sabem que eles serão inocentados em grau de recurso, porém trata-se de um julgamento político e ideológico, a fim de dar satisfações a órgãos internacionais.

A AÇÃO



Os policiais foram acionados para o local cumprindo ordens diretas do Secretário da Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, autorizado pelo governador Antônio Fleury

            Secretário da Segurança Pública - Pedro Franco Campos

                Governador do estado de São Paulo em 1992 - Antônio Freury

Depois de controlado o incêndio os policiais invadiram o presídio. Somente no pavilhão havia mais de 20 presos para cada policial.
O Coronel foi ferido por uma explosão e socorrido.
No piso térreo todos os presos se entregaram e não ocorreram mortes.
Na época não havia equipamentos não letais, como balas de borracha, o uso de munição química não era indicado, pois impossibilitaria a invasão.
Havia poucos coletes de proteção balística e poucos rádios comunicadores individuais.
As luzes foram quebradas pelos detentos e jogaram óleo nas escadas.
Utilizavam seringas, agulhas, zarabatanas e todas as lâminas contaminadas com sangue, o que era tremendamente nocivo e o poder psicológico de tais armas era muito maior do que uma arma de fogo.
Não havia como imobilizar os resistentes, pois a aproximação poderia ser a certeza de morte, ferimento grave ou infecção.
A pressão para a rápida resolução da crise era enorme, e a pressão sofrida pelos policiais na iminência de uma invasão a um dos maiores presídios do mundo sob total controle dos presos era maior ainda.
A polícia nunca havia sido tão mal remunerada como nessa época, tanto que com a derrota do PMDB nas eleições estaduais o salário teve que ser dobrado de valor devido a sua desvalorização.

A ÉPOCA



Era início dos anos noventa, a Constituição Federal ainda estava sendo assimilada.
E o pior, eram vésperas de eleição.
A polícia era mais rígida e menos preparada em questões de materiais.
A AIDS era o grande temor da população, e os policiais sabiam que grande parte dos presos era soro positivo e usariam isso contra eles.
Grande parte da sociedade apoiou a ação policial, tanto que o Coronel Ubiratan foi eleito Deputado.
Começava ai o caos na Segurança Pública que segue a níveis cada vez pior hoje em dia.

OS CONDENADOS



Os policiais que foram condenados faziam parte do Batalhão de Choque, que de acordo com os níveis de treinamento da época, eram os mais treinados.
Lembrando que na época treinamento e equipamento na PM era muito menor que nos dias de hoje, apesar de que em relação ao resto do país era o que o Brasil tinha de melhor.
A polícia cumpre ordens, e no caso da PM o não cumprimento de ordens é crime.
Eles deveriam entrar lá e dominar a situação da melhor maneira com os equipamentos e treinamentos que tinham a disposição.
Foi exatamente isso que fizeram.
Homens que amam a sua profissão, dedicados a um trabalho perigoso e mal remunerado não hesitaram a arriscarem suas vidas.
A partir daquele dia foram condenados.
Passaram 20 anos na iminência de serem condenados, aguardando ansiosos, contratando advogados com dinheiro do próprio bolso, sem apoio do governo nem da própria PM como Instituição.
Os oficiais tiveram suas promoções comprometidas.



Pessoas honestas que continuaram cumprindo seu dever. Arriscando suas vidas cada vez mais, em uma época que ser policial no Brasil é um risco de vida maior que em qualquer outro país que não esteja em guerra.
A atividade desses homens não se restringiu apenas a enfrentar criminosos, mas a salvarem vidas, socorrendo maus súbitos, parturientes, entrando em casa pegando fogo, socorrendo vítimas de acidentes de trânsito, administrando vidas, entre tantas outras atribuições.
E se não bastasse os baixos salários e os riscos, foi com uma condenação brutal que são pagos pela sociedade.
Acredito que nenhuma das pessoas que prenderam em toda a carreira tenha sofrido tamanha pena.
E a questão foi a forma covarde e ideológica que fizeram isso.
Será que é isso que eles merecem?
Qual será o reflexo dessa condenação?
Será que a situação em que vivemos já não reflete isso?
Será que os policiais agora não ficam temerosos a fazerem o que devem fazer, sabendo que não terão respaldo, caso a situação exija uma conduta mais ríspida e décadas mais tarde a mídia e a sociedade entenda que foi excessiva?
É muito fácil julgar em uma sala com ar condicionado, carpete sobre os pés e um café na mesa, enquanto os réus eram seres humanos enfrentando gente da pior espécie, sob ordens e sem os equipamentos necessários.
Que Deus ilumine o caminho desses bravos.