O país é uma piada mesmo. Enquanto estão tramitando projetos que visam diminuir as penas dos chamados pequenos traficantes (seja lá o que isso signifique), ao mesmo tempo estão tentando incriminar quem vende ilegalmente Esteróides Anabolizantes como traficantes de droga!
Não é no mínimo estranho? Apesar de ser contra a saúde pública o anabolizante vendido para atletas, não entorpece, não alucina, e nunca se ouviu uma noticia do tipo “ele tomou deca (deca-durabolin, esteroide anabolizante a base de nandrolona) e cometeu um homicídio” ou “ele estava assaltando sob o efeito de anabolizantes”.
Alias, os esteroides nem são tarja preta (a tarja é vermelha), como são alguns medicamentos procurados por quem quer emagrecer. Também não causam dependência física.
Alias, os esteroides nem são tarja preta (a tarja é vermelha), como são alguns medicamentos procurados por quem quer emagrecer. Também não causam dependência física.
Enquanto o fumante (de cigarros, ou charutos, ou cachimbo) está sendo discriminado em todos os lugares, proibidos de fumar em restaurantes e querem proibir de fumar até em locais públicos abertos, ao mesmo tempo querem liberar a maconha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O problema do uso de entorpecente não é moralista, pois além de ser uma questão de Segurança Pública, é também de Saúde Pública.
Quanto a Segurança Pública, é notório que o uso de drogas financia o tráfico, as drogas em sí servem de estimulo para o cometimento de outros crimes, viciados praticam crimes para sustentar seus vícios, pode gerar acidentes como os de trânsito e outros que envolvam operações de máquinas que podem por em risco a vida de terceiros, é uma das maiores causas de suicídios, destrói a relação familiar, é causa de violência doméstica, etc.
Veja a opinião de Reinaldo Azevedo em seu Blog:
A capa da VEJA desta semana merece entrar para a galeria das sínteses de que só o jornalismo é capaz e que acabam fazendo história. Há ali uma inversão genial do senso comum. E, ao se inverter a formulação, toca-se no centro nervoso da questão da droga: o consumo.
Sim, todos sabemos que, em regra, “quem cheira morre” — ou, ao menos, tem aumentadas as chances de uma morte precoce. E o mesmo se pode dizer do consumidor de quaisquer drogas, lícitas ou ilícitas — umas mais letais, outras menos.
Ocorre que, em relação às drogas ilícitas, é preciso ter claro que QUEM AS CONSOME TAMBÉM MATA.
Há uma certa indulgência, no Brasil e no mundo, com o consumidor de drogas ilícitas. Curiosamente, transfere-se para a lei a responsabilidade pelos desastres sociais por elas provocados. “Ah, se fossem legais, tudo seria diferente. A culpa é da lei”. Trata-se de um raciocínio obviamente torto.
A ser assim, a melhor maneira de se acabar com os crimes é, se me perdoam a tautologia, descriminá-los. Se vale para as drogas, por que não valeria para outros tipos de transgressão? No Brasil, diga-se, o consumo, na prática, já é descriminado. Agora, o Ministério da Justiça tem um estudo indicando que também o “pequeno (?) traficante” tem de sair da cadeia.
O narcotráfico já demonstrou sua incrível capacidade de se reinventar. Se o “pequeno traficante” não tiver problemas maiores com a Justiça, é evidente que a saída para o grande traficante será fragmentar ainda mais a rede de distribuição. Até parece que um “pequeno” não está a serviço de um “grande”. Afinal, quem é o seu fornecedor?
“Então, Reinaldo, para você, também o consumidor comete um crime?” Ora, é evidente que sim. E é preciso ser um cretino ou um vigarista moral para ignorar que o dinheiro que ele dispensou na compra da “mercadoria” se transforma em dinheiro sujo e vai meter um revólver ou um fuzil na mão de um adolescente.
Quem cheira mata!
Por Reinaldo Azevedo
O CHEIRADOR TAMBÉM É RESPONSÁVEL - UMA CAPA HISTÓRICA
Quanto a Saúde Pública, além de ser prejudicial ao próprio usuário, prejudica a gestação, a filhos no período de amamentação, e sobrecarrega o Sistema de Saúde que não está em condições nem de atender quem não é viciado.
Na Holanda, onde o uso é permitido, além de sofrerem com os problemas relacionados a saúde, chegaram a conclusão que por causa tal permissão, a força de trabalho do país vem diminuindo consideravelmente, e olha que eles não sofrem com o abandono e a falência do Sistema de Saúde.
A nova Lei de Drogas impossibilitou qualquer tipo de detenção ao usuário de entorpecentes, estabelecendo como pena uma multa ou uma pena alternativa (cesta básica, por exemplo).
Se o condenado não pagar a multa ou cumprir a pena alternativa, o juiz poderá somente aplicar uma multa (outra) e uma “admoestação verbal”.
O que é isso?
É uma bronca!
O que?!?!
Isso mesmo, uma bronca. Do tipo: “menino mal, já lhe falei, não faça mais isso!”
Imaginem um viciado em Crack. Ele não tem condições de pagar nem a multa nem a prestação de serviços, então fazer o que?
Solução de uma mãe de um viciado em crack. No final ela enfrentou um processo, e corre o risco de ser condenada.
Nada! Isso mesmo. Ele pode ser pego usando drogas na frente do Distrito Policial, ser conduzido, será liberado, pode na mesma hora usar a droga de novo, ser conduzido e liberado novamente, e assim por diante que nada vai lhe acontecer.
Mas ele não pode ser internado?
Não. Mesmo se ele quiser, o Estado não tem instalações disponíveis, mas supondo que tivesse, ninguém é obrigado a receber tratamento se não quiser.
Por isso que as conhecidas “Cracolândias” nunca terminam e representam um risco aos demais cidadãos.
Durante a noite o risco de assaltos a transeuntes é triplicado.
A intenção deste artigo não é ser conservadora nem puritana, acredito que cada um, desde que bem informado, tem responsabilidade pelo próprio corpo.
Mas no caso das drogas entorpecentes há muito mais envolvido, e não prejudica apenas o usuário, mas a família, sociedade, possíveis vítimas de crimes e ao Estado como um todo.
Mas criticar é fácil, basta assistir qualquer jornal na TV e repassar as noticias, mas qual a solução? Isso a mídia dificilmente aborda.
Mas no caso das drogas entorpecentes há muito mais envolvido, e não prejudica apenas o usuário, mas a família, sociedade, possíveis vítimas de crimes e ao Estado como um todo.
Mas criticar é fácil, basta assistir qualquer jornal na TV e repassar as noticias, mas qual a solução? Isso a mídia dificilmente aborda.
O primeiro passo é agir com coragem. Expor publicamente os que forem contra as soluções tomadas, como os políticos oportunistas que nada fazem, mas a todos criticam quando soluções são iniciadas.
Expor também alguns sociólogos que vivem no mundo de Alice no país das maravilhas, seguros em seus condomínios cercados, mas nada fazem pelo país.
O mesmo pode-se dizer de alguns posicionamentos da OAB.
A recente morte de Amy Winehouse demonstra o problema das drogas, mesmo com aqueles que tem vasto recurso para a reabilitação. Vemos que é difícil para alguns dependentes quererem se recuperar, para casos deste nível a internação deveria ser obrigatória, pois somente a partir do tratamento é que o dependente toma consciência de seu estado e aceita a reabilitação.
A Lei deve ser alterada, o dependente não deve ser tratado como criminoso, mas também não pode ser totalmente impune.
Deve-se ter a sensibilidade para detectar quem foi pego apenas usando entorpecente, e quem está realmente em dependência.
Ao simples usuário pode ser imposto o pagamento de multa e prestação de serviços, desde que na reincidência a punição seja maior, pois entende-se que não foi o bastante e não cumpriu seu objetivo.
Ao dependente, este deve ser internado obrigatóriamente, com regime rigoroso em moldes próximos a hospitais penitenciários, é claro que o objetivo maior é sua reabilitação, por isso o Estado deve disponibilizar toda a estrutura.
Crianças e adolescente usuários de drogas, em situação de abandono também devem ser recolhidos, em instituição que além de tratá-los os preparem para a inserção ao mercado de trabalho, com treinamento e educação, que também faz parte da terapia de reabilitação.
No Rio de Janeiro já estão implantando essa recolha forçada do menores de idade nestas condições, já apareceram os ditos sociólogos contrários a tudo.
A situação está caótica, não há mais como esconder, o Estado terá que conter está crise, e quanto mais o tempo passa fica pior.









