Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de abril de 2011

Polícia vs Violência


Os números da violência, são verdadeiros, há muita morte no Brasil e em São Paulo, mas o país é muito violento também.
  É o país mais violento do mundo, entre os países democráticos e que não estão envolvidos em conflitos armados.
  Também é verdade que ocorrem execuções por parte de policiais, porém, policiais são executados, de serviço e de folga, alguns casos nem são noticia, parece que não importa muito para a mídia.
  Mas o grande motivo da violência policial (é óbvio que também existem outros motivos) é a questão da impunidade, não referente ao policial, pois podem pode acreditar, é mais fácil ser preso sendo policial do que sendo civil.
  Prova disto é a senhora presenciou uma execução cometida por policiais militares em um cemitério de São Paulo e telefonou pra onde? Pra própria polícia militar.
  Não foi pra polícia civil, federal, e nem mesmo pra Corregedoria, mas para o COPOM, onde todos telefonam pra qualquer tipo de ocorrência.
  A impunidade da qual me refiro é a de qualquer cidadão.
  Imagine vc sendo policial e prender o sujeito que atira contra vc e logo encontra com ele novamente cometendo outro crime, leva-o preso outra vez e logo ele está solto.
  Nos casos de desacato, então, em diversas vezes o promotor nem oferece denúncia, e fica por isso mesmo.
  No primeiro ano de polícia, tudo bem, no segundo, terceiro, mas depois de alguns anos que que o policial arrisca sua vida, vive com um salário baixo e nota que está enxugando gelo, em um sistema onde os poucos que são condenados ficam pouquíssimo tempo presos em regime fechado, e durante as saídas temporárias cometem mais crimes, ou nem voltam para a penitenciária, tem direito a voto, visita intima, comandam seqüestros, homicídios, e outros crimes de dentro do sistema, diante disso, infelizmente, uma minoria de policiais (totalmente contra os princípios da Instituição) começam a fazer justiça com as próprias mãos.
  É muito fácil quem não está diretamente envolvido com o sistema fazer duras críticas, mas quantos deles já foram ameaçados, quantos já tomaram tiro, quantos já viram o colega morrer de forma tão violenta, viram o colega ser preso porque exagerou na energia ao deter alguém com uma extensa ficha criminal?
 Somente quem já sentiu na pele pode realmente dizer o porque das coisas.
 É certo? NÃO! E também seria uma solução muito cômoda para o Estado, que se omite a décadas.
 Qual a solução? Leis sérias. Deveres que devem ser cumpridos.
 Veja em outros países como a polícia confia na lei. Se o policial acredita que aquele quem ele prende, ficará preso realmente, em um regime duro, por anos, pode ter certeza que ele não arriscará sua carreira fazendo justiça com as próprias mãos.
  Isso serve de exemplo até para outros marginais, que ao lembrarem do companheiro, saberão que ele está preso.



  Tinha um professor de direito penal que dizia que todo cidadãoo brasileiro tem direito a cometer um homicídio. Pois se for primário, o crime não for qualificado, etc, não será encarcerado no regime fechado.
   Nos casos de furto de veículos, que são um exemplo bem comum, sendo um crime difícil de prender em flagrante, e quando ocorre, normalmente é tipificado como tentativa de furto, cujo a pena é bem reduzida, na prática, o criminoso provavelmente será condenado a uma pena alternativa, quando muito.
  Realmente, o cidadão honesto se revolta, pois paga seus impostos, se endivida em um financiamento, compra um automóvel, paga impostos enormes, IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, é fiscalizado por agentes de trânsito e radares, e quando é vítima de um crime destes, e por sorte prendem o criminoso, a pena é ínfima.
  Com certeza, esta sensação de impunidade fará com que ele cometa o crime novamente.
       
    Seja sincero, não dá vontade de fazer justiça? O crime aqui no Brasil compensa ou não?
  Tem milhares de outros exemplos,  como crimes praticados por menores, mas daria pra escrever um livro.

   Nada justifica a violência. Devemos então precionar nossos governantes a elaborarem leis eficientes.