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terça-feira, 12 de novembro de 2013

CAMPEONATO MUNDIAL DE HAPKIDO


X WORD CHAMPIONCHIP HAPKI DO
2013 




A World Sports Hapkido Federation junto a International Olympic Taekwondo Federation organizam em Curitiba, Paraná, o Campeonato mundial de Hapkido Olímpico, há 10 anos.




Em 15 e 16 de junho tive a oportunidade de pela primeira vez participar do campeonato.
Meu mestre, ANASSIEL KIN, há quatro anos já participa com seus alunos do campeonato, e nunca deixou de trazer medalhas.
Na data da competição, prestes a completar 39 anos de idade, e já afastado de competições há quase 20 anos, resolvi me inscrever.
Excepcionalmente, justo nesse ano, eu fui o único competido representando minha academia.


 
                                 Muita gente no evento

A responsabilidade era enorme. Estava acompanhado apenas de meu mestre e do casal de amigos editores da revista MASTER, Fábio Bueno e Elaine Bueno.
Na ocasião eu era faixa vermelha ponta preta.
Decidi competir em três categorias:
Combate;
Demonstração de arma – bastão tonfa;
Defesa Pessoal – defesa contra arma de fogo curta.
Para a demonstração de arma e defesa pessoal havia treinado com um parceiro da academia, porém, próximo da data ele resolveu não ir por problemas pessoais.




               Treino na academia Agonn para a apresentação com tonfa
   


                                      Treino de técnicas de desarme

Isso piorou a minha situação, pois prejudicaria a apresentação, onde todos já haviam ensaiado com seus parceiros de treino.
Pra ajudar eu estava com dor de cabeça.
Sem parceiro, meu amigo Fábio Bueno indicou o Mestre JOSEVALDO MATOS MATOS, da Bahia, que com muita humildade me auxiliou bastante na apresentação.
Sem ele com certeza eu não conseguiria nada.
O Mestre Josevaldo foi exemplo de cordialidade, ética e camaradagem, pois além de me ajudar competiu contra mim, tanto ele quanto seus amigos e seu filho. E mesmo assim deu o melhor de si para o sucesso de minha apresentação.
Na demonstração de armas escolhi o bastão Tonfa, por estar familiarizado com ele devido ao fato de eu ser policial militar, já ter utilizado na prática e quando ministro aulas no quartel.


    Demonstrando um estrangulamento com tonfa, com a ajuda do Mestre Josevaldo.




Restringi aos movimentos básicos devido à falta de treino com o Mestre Josevaldo, e mesmo assim ganhei a medalha de prata.




Perdi o ouro para o Mestre MANUEL GARCIA, da Colômbia, que fez uma demonstração espetacular de bastão longo e outras armas.


Mestre Manuel Garcia, proprietário de uma rede de academias de artes marciais na Colômbia.

Foi um resultado muito bom.
Parti para a apresentação de defesa pessoal, no caso, escolhi técnicas de desarmamento contra armas de fogo curtas – pistola ou revólver.
Novamente o Mestre Josevaldo me ajudou.




Da mesma forma, restringi um pouco os movimentos devido a falta de treino com ele como parceiro. A velocidade ficou levemente prejudicada, a fim de eu não machucá-lo.
Foi uma apresentação muito boa e eu ganhei a medalha de ouro!

Mas meu objetivo era o combate. Estava lá para testar efetivamente as técnicas que eu treinava por anos, desde antes de eu conhecer o Hapkido.
Minha luta foi no dia seguinte das demonstrações.
Havia me preparado, perdido peso, comprado equipamento.
Tinha algumas dúvidas quanto as regras.
Foram proibidos chutes abaixo da cintura (perna), “mata leão”, socos só seriam contados pontos quando desferidos no peito em linha reta, poderia ter o estrangulamento com a gola do kimono (toga), mas o tempo para a finalização era de apenas dez segundos.
Fomos despreparados e um pouco desorganizados. Não levamos protetores de cabeça e tivemos que as pressas conseguir emprestado.
Chegando perto enfrentava meu maior inimigo: o nervosismo.
Em cada pessoa ele ataca de forma diferente. Tem gente que treme, outros sentem dor de barriga, vontade de ir ao banheiro, mas comigo é diferente.
Eu sinto como se minha pressão caísse e fico lento, “mole”.
Olhava para todos procurando descobrir quem seria meu adversário.
Algumas baixas já haviam ocorrido.
No Hapkido um quebrou o dedo do pé devido a um arremesso, outro caiu de cara no tatame e lesionou o rosto.
No Taekwondo um foi socorrido de ambulância depois de ter quebrado a mandíbula devido a um chute.


                                       Demonstração de Taekwondo

Fora os golpes comuns que não foram tão contundentes a primeira vista.
Não usaríamos protetores de tórax.
Lembrei dos chutes que recebia de meu mestre nos treinos.
Quando ele chutava meus ombros, o músculo deltoide ficava roxo.
Certa vez eu vesti três coletes protetores e mesmo assim não aguentava os chutes dele na costela, e nem era com toda força.
Quando as chaves foram sendo fechadas não havia lutadores pra minha categoria de faixa.
Assim ficou fácil, eu venceria por W.O!
Mas as coisas pra mim não foram tão simples. Mestre Kin aceitou que eu lutasse com um faixa preta.




                                                      Eu e Grão Mestre Anassiel Kin

Mas não um faixa preta qualquer.
Mestre Crisólito. Na verdade GRÃO MESTRE CRISÓLITO.
Dono de academia, 6º Dan, e vencedor absoluto dos últimos três anos seguidos!
Possui diversos títulos estaduais, brasileiro e sulamericano.
Seria o momento de me testar de verdade.
Meu Mestre orientou para que eu ficasse no contra ataque, mas não era meu estilo e não foi pra isso que eu vim.
Acredito que meu adversário ao ver-me tenha ficado tranquilo ou bem confiante. Não me conhecia de outros campeonatos e eu era apenas um faixa vermelha ponta preta, enquanto ele era o detentor de vários títulos brasileiros e mundiais.
Contava com experiência e carregava seis dans em sua faixa.
Parti pra cima!
Devido ao meu nervosismo, como expliquei, estava lento. Não conseguia desenvolver a explosão de meus chutes.
Mas o surpreendi com minha elasticidade e precisão.
Mesmo assim ele bloqueou meus primeiros golpes.
Assim que ele se recuperou da surpresa iniciou sua ofensiva.
Da mesma maneira eu defendi quase todos os seus golpes, os que conseguiram atravessar minha guarda não tiveram potencia suficiente pra barrar meu ataque, que por sua vez, ele bloqueava também.
Ele desferiu uma giratória muito rápida, seria um lindo ponto, se eu não tivesse defendido.
Com meu bloqueio ele foi ao chão e eu fui por cima dele e iniciei a pegada de gola.
O protetor de cabeça atrapalhou um pouco, mas eu ajeitei e comecei o estrangulamento cruzado de gola.


                        Ajeitando a gola para o estrangulamento        

Porém, só tinha dez segundos e eu não consegui finalizá-lo.
A luta reiniciou em pé. Mas logo teve o intervalo.
Eu estava ofegante. Meu mestre reclamou dizendo para eu contra atacar, pois estava cansado.
Mas eu sabia que teria que surpreendê-lo novamente e colocá-lo em uma posição defensiva.
Iniciou o segundo round e parti pra cima novamente.
Nada me deteria. Pena que eu não podia desferir meus golpes de boxe.
Ele bloqueou meu avanço umas duas vezes com um chute lateral com a perna da frente.
Seu repertório de golpes era extenso. Giratórias, chutes circulares e laterais. Também desferia socos retos.
Em dado momento desferi um soco a altura de seu peito, quase no pescoço.
Ele contava com sua torcida. Um de seus lutadores sempre gritava “isso” quando ele chutava, acertando ou não.
Próximo ao final da luta eu o segurei pelas mangas do kimono e varria com meu pé direito e quando ele levantava a perna eu o acertava na cabeça com minha perna esquerda.
Assim a luta terminou.


                                                  O Combate

Grão Mestre Crisólito foi definido como vencedor e campeão, eu fiquei com a medalha de prata.
Algumas das pessoas que estavam assistindo a luta vieram me cumprimentar surpresas com meu bom desenvolvimento no combate, pois conheciam meu adversário de outros campeonatos.
Inclusive meu amigo Fábio ficou surpreso com minha desenvoltura contra meu adversário.
Em nenhum momento contestei os juízes. Fiquei honrado de ter lutado com meu adversário.
Sei que fiz uma boa luta e respeito à opinião de todos que a assistiram. Tanto os que acharam que eu perdi, que eu empatei ou que venci.
Foi uma luta de difícil decisão e os juízes eram competentes.
Meus braços ficaram roxos de tanto bloqueio.
Logo depois meu adversário lutou em uma categoria acima de seu peso e foi campeão novamente.


                                       Eu e Grão Mestre Crisólito 

Como eu imaginava, meu maior inimigo foi eu mesmo. Talvez, se eu tivesse um controle maior me sentiria melhor e lutaria com minha explosão natural. Com maior rapidez.
De qualquer forma, sozinho, sem torcida, com o apoio apenas de meu mestre e o casal de amigos, retornei com 3 medalhas e novamente brilhou o nome da cidade de Santos.
Dias após, conquistei minha faixa preta.


                  Eu e o Grão Mestre Hong Soon Kang, organizador do evento. 
                    
Mestre Kang foi o primeiro mestre de Anderson Silva, quando ele iniciou nas artes marciais, havia escolhido o Taekwondo.

Após o campeonato houve algumas reportagens na Baixada Santista a respeito do evento, repercutindo bastante por toda a cidade.


                                                Foto do jornal A Tribuna
                                             
                     Reportagem no programa Balanço Geral da Rede Record

terça-feira, 29 de janeiro de 2013


ESCOLHENDO UMA ARTE MARCIAL

2ª parte

Relembrando o que disse na 1ª parte, o que transcrevo a seguir é uma opinião pessoal (é claro que é pautada em fatos) com o intuito de auxiliar quem está em busca de uma arte marcial para treinar. 
Como o assunto envolve paixão, muitos discordarão do meu ponto de vista, principalmente os praticantes tradicionalistas.
CAPOEIRA



Arte marcial brasileira que chegou a ser proibida por lei.
Nos anos noventa foi muito difundida na Europa e EUA, mais como manifestação cultural do que propriamente marcial.
Nessa onda foi produzido um filme com Mark Dacasco, Esporte Sangrento, que ele interpreta um lutador de capoeira.

                Mark Dacasco aprendendo capoeira no Brasil para seu filme.

Em outros filmes também aparecem lutadores de capoeira, como em Kickboxer 2 e 3, e até é mencionada por Dustin Hoffman em Entrando Numa Fria 2, onde arrisca alguns movimentos.
É muito bem retratada no ótimo filme nacional de artes marciais - Besouro

                                       Besouro - vale a pena assistir

Pontos fortes – manifestação cultural, tradição, desenvolve a flexibilidade de todo o corpo, funções acrobáticas, parte aeróbica, chutes potentes e devido à ginga confunde oponentes que não está habituado com o estilo.

Pontos fracos – não há socos, imobilização, torção nem arremessos. Há cotoveladas, mas são pouco usuais. Também não é a escolha apropriada de quem procura um desenvolvimento interior como os difundidos na maioria das artes marciais orientais. Não é usual o uso de sacos de pancadas nas academias para desenvolver a potência dos chutes, mas depende de cada local de treino.


JIU JITSU



Arte marcial japonesa muito bem desenvolvida no Brasil pela família Gracie que a elevou a um patamar altíssimo no conceito de defesa pessoal.
Em um determinado momento acreditou-se ser a arte marcial mais eficiente para vencer um oponente, mas como vemos nos dias de hoje esse pensamento não é correto.
Exemplo claro disso são os mostrados nos eventos de MMA, no qual não basta mais o lutador ter o conhecimento de apenas uma arte marcial, e os que preferem lutar em pé desenvolveram técnicas suficientes para evitarem ser levados ao chão.
Apesar de muitas academias ainda cultivarem a disciplina, devido a popularidade e até mesmo a tradição da família Gracie desafiar outros estilos e academias, acabou ganhando a fama de que alunos eram encrenqueiros e conhecidos como “bad boys”.

                     Mestre Hélio Gracie - o jiujitsu deve muito a esse homem

Aqui saio em favor da arte. Não é a arte marcial que faz um marginal, mas sim o marginal faz uso da arte marcial.
No máximo pode acontecer de maus professores (chamados de mestres) que acabam cultivando esse tipo de pessoa em suas academias.
Afama de determinada artes marcial depende do momento. O boxe e a capoeira já foram marginalizados, e houve época que marginais andavam na rua com nunchako e se diziam Karatecas.

Pontos fortes – há projeções, quedas, rolamentos, desenvolve o controle do corpo. Sem dúvida a melhor arte em termos de imobilização e estrangulamentos.

Pontos fracos – não há chutes, socos, cotoveladas e joelhadas. No quesito defesa pessoal, pode ser perigosos, dependendo do lugar, ir ao chão com um agressor, pois ele poderá não estar só.

AIKIDO



Arte marcial japonesa, muito divulgada por ser o estilo de luta do ator Steven Seagal.
Há torções, projeções, imobilizações e rolamentos.

                Steven Seagal (quando era magro) ensinando técnicas de Aikido

Pontos fortes – mantém a disciplina japonesa e a tradição, desenvolve muito a energia interior, a concentração e a respiração. Sem dúvida seu ponto forte são as torções.

Pontos fracos – devido a técnica apurada leva certo tempo para o praticante aplicar com perfeição. Como defesa pessoal falta socos, chutes, cotoveladas e joelhadas, e é muito difícil aplicar uma torção quando se está levando socos.   

MUAY THAY




Conhecida também como luta de cotovelos. Há outros estilos parecidos nos países próximos a Tailândia.

Ficou muito conhecido no final dos anos oitenta, impulsionado por alguns filmes, principalmente os estrelados pelo ator e lutador belga Jean Claude Van Damme, como em Kickboxer, O Desafio do Dragão.

É esporte nacional na Tailândia, onde se encontram os melhores lutadores pesos leves.

Chegou a sofrer o mesmo preconceito que sofrem os lutadores de jiu-jitsu, devido a maus praticantes.

Pontos fortes – desenvolve a capacidade aeróbica, flexibilidade das pernas, golpes muito potentes, como chutes, socos, cotoveladas e joelhadas. O próprio clinche (agarramento) acaba sendo um golpe que desequilibra o adversário. Apesar de ser pautado em regras competitivas, devido a potencia de seus golpes, acaba sendo eficaz como defesa pessoal.

Pontos fracos – não há imobilizações com o intuito de finalizar o adversário, nem arremessos. Não costuma buscar o desenvolvimento espiritual nem filosófico.

Em tempo - Como todas as Artes Marciais antigas, existe uma forte vertente tradição e religião.

O que quero dizer nesse último parágrafo sobre pontos fracos, recai principalmente nas academias ocidentais, e até mesmo nas academias do país de origem, onde a maior vertente e a busca gira em torno da parte física e esportiva.

De forma alguma isso seja um demérito, sito apenas para orientar quem não teve contato com a arte.
HAPKIDO



Arte marcial coreana voltada para a defesa pessoal.
Hoje é muito utilizada nas polícias e forças especiais de diversos países.
Há variações dependendo do estilo ensinado, onde algumas evidenciam mais chutes e socos, outras as torções e outras as imobilizações.

              Eu, alguns anos atrás - ministrando aula de Defesa Pessoal para o Curso Superior de Formação de Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Neste dia com o foco no Hapkido. Pela expressão do aluno a aula foi bem produtiva.

Pontos fortes – mantém a tradição ensinando a parte filosófica e desenvolvimento da energia interior procurando sempre evoluir como defesa pessoal eficiente. Aplica os chutes muito praticados no Taekwondo (com algumas variações) e as torções semelhantes a do Aikido, além de arremessos, imobilizações, socos, joelhadas e cotoveladas.

Pontos fracos – o grande número de variações dos golpes pode tornar o aprendizado mais lento. O excesso de federações que divergem entre sí, em nada fortalece a arte. Como em muitas outras artes marciais, nem sempre quem porta uma graduação é merecedor.

Para saber mais veja a matéria "Hapkido - ontem e hoje, nesse mesmo BLOG.

BOXE



Falaremos do boxe inglês, mas a prática dessa luta remonta a séculos antes de Cristo em diversas nações,sempre com algumas alterações.

De tão famoso devido a TV, e ao cinema, não é preciso me estender sobre essa luta.

Pontos fortes – como esporte é mundialmente reconhecido e o mais rentável dentre as lutas. Desenvolve a parte aeróbica, e a musculatura. Nos últimos tempos foi muito bem aceito em classes sociais mais altas que desejam apenas manter a forma, com o conhecido boxe executivo ou societ. Sem dúvida são os socos mais poderosos, tanto que é uma das bases do MMA.

Pontos fracos – é limitado a aplicação de socos, mas devido ao constante treino em sacos de pancada e lutas frequentes, acaba se tornando eficaz como defesa pessoal. Desenvolve pouco os membros inferiores.

KRAV MAGA



Arte marcial israelense totalmente voltada para a defesa pessoal.

Ministrada para o exército israelense, MOSSAD, polícia e outras forças.

No final dos anos 90 ganhou notoriedade em outros países.

Utiliza uma combinação de golpes a fim de eliminar o oponente.

Pontos fortes – sequências de golpes, objetivo direto, socos, chutes, torções, imobilizações, defesas contra facas, bastão e arma de fogo. Doutrina e disciplina militar.

Pontos fracos – fica a dúvida sobre, por exemplo, “qual a técnica da aplicação de um chute do krav maga?” o que talvez dependa da origem marcial do professor (mestre). Como o objetivo é a defesa pessoal, não possui o cunho filosófico e desenvolvimento da energia interior como na maioria das artes orientais.

TAI CHI CHUAN



Arte marcial chinesa, cuja principal função na atualidade é a harmonização da energia e manutenção da saúde.

Na antiguidade foi ministrada a guarda imperial como forma de combate, mas nos dias de hoje, praticamente o ensino é focado na energização e meditação.

Durante um curso que fiz na Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo, tive a oportunidade de praticar um estilo durante alguns poucos minutos pela manhã, durante duas semanas, e me surpreendi com a sensação de leveza de espirito que tomava conta de meu corpo após a aula.

Nunca havia imaginado que poderia sentir esse efeito. Indico a todos os praticantes de artes marciais, principalmente aos que estão envolvidos com o treino de estilos mais duros ou violentos.

Indico também a Yoga, a fim de complementar o treinamento.



Pontos fortes - controle, energia (chi ou ki), meditação em movimento.

Pontos fracos - não é indicado para quem procura defesa pessoal. 

Existem muitas outras, como Jeet Kune Do, Ninjutsu, Eskrima, Savate, Sambo, etc. 
Umas mais conhecidas, outras menos, mas cada uma com a sua importância.
O conteúdo sobre cada arte, obviamente foi resumido, pois para dizer tudo o que cada uma representa seria necessário um livro e uma minuciosa pesquisa histórica sobre cada uma.
É claro que existem adaptações e a evolução faz parte desse mundo, portanto existira academias nas quais os pontos fracos que indiquei foram superados.
Existem diversas outras Artes Marciais e sistemas de Defesa Pessoal, as aqui apresentadas são as mais populares.
Nenhuma é melhor do que a outra apenas oferecem conteúdos diversos.
Cabe ao praticante escolher a que melhor se adapte a seus objetivos.
Interessante também é não avaliar uma Arte Marcial ou sistema de Defesa Pessoal apenas em razão do estilo didático do professor.
Se possível assista aulas de outros mestres de uma mesma Arte.
Aprenda o que a arte escolhida tem de melhor a oferecer, e tenho certeza de que se sentirá realizado.


31/02/2013 - Até que demorou pra eu receber a primeira crítica ofensiva sobre a matéria.

         Mas como me propus desde o começo deste BLOG, mantive o comentário e tentei responder da melhor forma possível de acordo com minhas limitações e conhecimento.

         Com disse no início, é um assunto que envolve paixão.

        De qualquer forma, agradeço pelos comentáios, pois exigem de mim uma busca pelo conhecimento, parcimonia ao receber uma crítica (ofensiva ou construtiva) e a dificil tarefa de voltar atrás, caso o argumento seja convincente (não foi o caso, a questão é de mera interpretação de texto). 

Dezembro de 2014
COMBATE TÁTICO - Defesa Pessoal Urbana 
Abordagem simples, direta e eficiente. Fotos coloridas.
Armas improvisadas, noções de direito pertinentes ao tema, visão de Segurança Pública.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

HAPKIDO - ontem e hoje

De acordo com algumas versões, como não poderia deixar de ser, remontam a origem do Hapkido a mais de 4.300 anos, outros, um pouco mais modestos, datam por volta de 668 d.C, onde citam os antigos guerreiros Hwarangs.

Em um conceito mais moderno, e também mais verossímil, o Hapkido como conhecemos hoje, foi fundado por Choi Yong Sul, que por força do destino, foi adotado (de certa forma, seqüestrado) por japoneses após a invasão da Coréia e nesse intercâmbio com a cultura japonesa, teve o contato com o estilo Daito Ryu-Aiki-Jutsu, através de seu pai adotivo Sokaku Takeda, conhecendo também um dos melhores alunos de Takeda: Murihei Ueshiba, fundador do Aikidô.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Choi retornou a Coréia e iniciou a prática de outras artes marciais de origem coreana, que formariam a base do Hapkido moderno.
Para conhecer uma versão mais aprofundada sobre a origem histórica do Hapkido, visitem o site http://www.hapkidotradicional.com.br/História%20do%20Hapkido.html, onde esta pormenorizada, de forma muito bem elaborada.
Na minha humilde opinião, longe de eu querer ofender os defensores das tradições históricas, mas comparar técnicas tão antigas e exclusivamente voltadas para a guerra, com utilização de lanças, escudos e espadas, acho muito forçado fazer esta comparação com o Hapkido moderno.
Dá a impressão de que seria dada uma maior importância a esta divina arte, se a associarmos a histórias milenares envoltas de mistérios.
Será o Jet Kune Do menos importante por ser moderno?

                                                   Livro escrito e ilustrado por Bruce Lee


E o Krav Maga? O MMA?

O Jiujitsu e o Judo não aparentam dar tanta importância a sua origem histórica, onde se desvencilharam e aplicaram uma ênfase mais esportiva.


                    Hélio Gracie é o grande nome de sua família  que desenvolveram um estilo próprio de Jiujitsu. Foto de seu último livro, com exelentes fotografias.

Ao meu ver, o Hapkido é uma arte marcial moderna, voltada a defesa pessoal, de maneira eficiente onde dá a opção do praticante desferir um ataque contundente, um arremesso (projeção), uma imobilização ou uma torção.




                     http://www.youtube.com/watch?v=4LQ9hLgdKN0
                      Korean Hapkido - não deixe de assistir, na minha opinião o melhor vídeo de Hapkido
No Hapkido há elementos muito fortes do Aikidô, representado pelas torções, esquivas e princípios, e do Taekwondô representado pelos chutes muito técnicos, velozes e eficientes.
                Apesar de ser uma arte marcial relativamente jovem, essa é a que mais tem evoluído, apesar de resguardar tradição e modernidade com muita harmonia.
                A evolução do Hapkido se dá pelo fato de ser uma arte marcial aplicada diretamente a defesa pessoal, com o intuito de vencer o oponente, isso a leva a um aprimoramento constante, onde hoje em um contexto moderno incorpora elementos do Boxe, Jiujitsu e Judô, sem abandonar a tradição.
Grão Mestre Anassiel Kin, de Santos SP (46 anos) demonstrando flexibilidade na aplicação deste golpe
                Essa incorporação de outros estilos, de maneira nenhuma é inconveniente, mas sim uma forma de evolução, afinal em matéria de defesa pessoal o objetivo é encontrar a forma mais prática e eficiente de vencer o oponente.
                É muito mais honesto fazer uma adaptação de um golpe tipicamente utilizado em outra arte marcial, do que inventar uma origem fantasiosa deste mesmo golpe para provar que nasceu no próprio Hapkido, ao meu ver, isto acaba afetando a credibilidade da própria arte.
                Outro problema que acaba afetando a arte, são as inúmeras federações e associações, cada uma com suas “verdades” vários campeonatos distintos, alguns dos quais o competidor só precisa lutar uma única vez para ser consagrado campeão.
                Em algumas academias ocorre uma indistinta graduação, ou seja, alguns alunos desqualificados acabam chegando facilmente a faixa preta.
                O próprio aluno deveria ser consciente e não se afobar para usar uma faixa preta, mas a empolgação não permite, então ele ostenta a faixa mas não tem capacidade técnica, isso afeta a imagem, e o principal responsável é o mestre, que não faz isso para não perder o aluno.
                Deveríamos seguir o exemplo do Jiujitsu, que é muito criterioso na distribuição das faixas, é fácil ver nos campeonatos de MMA lutadores profissionais, que ainda estão na faixa roxa, isto é seriedade.
                De qualquer forma, no quesito Defesa Pessoal, o Hapkido é excelente, dá várias opções ao aluno, mantém os princípios de arte marcial e não descarta importância esportiva.

Ji Han Jae, Grão Mestre de Hapkido, contracena com Bruce Lee em O Jogo da Morte


                                
                                            http://www.youtube.com/watch?v=cI3oSZ0O9b4
                   

                                    Assista o trecho com versão estendida desta cena do filme O do Jogo da Morte

             
              As aulas são dinâmicas, principalmente para as crianças que não ficam entediadas, pois uma aula é sempre diferente de outra, onde aprendem rolamentos, quedas, torções, imobilizações, projeções, chutes, socos, disciplina e respeito.
                Hoje, aulas de Hapkido são ministradas nas melhores forças policiais e em diversas tropas de Forças Especiais do Brasil e mundo.  
                 Grão Mestre Dayverson que é Policial Militar no RJ - apesar do nome parecido e de ser policial também, não sou eu), junto ao policial do BOPE. O Hapkido é uma das Artes Marciais praticadas por esta força policial.
                HAP - conjunto, harmonia; KI - energia interior; DO - caminho, escola.
                                          Ou melhor: HAPKIDO – caminho da energia coodrenada.

                 Independente da escolha da Arte Marcial, ou mesmo qualquer esporte, no qual os pais querem inserir os filhos, é sempre bom saber as qualificações do Mestre, instrutor ou professor.
                É importante também assistir as aulas e observar o que é ministrado, não somente no tocante a parte física, mas também a parte disciplinar e moral.
               Um Mestre tem um poder muito grande de influência sobre uma criaça ou adolescente, alunos mais graduados também possuem esse poder.
              Então, é bom observar que tipo de ambiente está colocando os seus filhos, pois de nada vale moldar um ótimo lutador, mas com uma indole marginal, o que acarretará diversos problemas posteriores, em alguns casos com a lei.
              O melhor é inscrever-se na academia também. Além de cuidar da sua saúde e dos diversos benefícios que o Hapkido proporciona, fortalecerá os laços familiares com seu filho e terá total segurança que sua prole está em um ambiente salutar.
 

Dezembro de 2014
COMBATE TÁTICO - Defesa Pessoal Urbana 
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