segunda-feira, 17 de março de 2014

A Direita Brasileira

A Direita Brasileira



O termo ideológico político direita e esquerda surgiu durante a Revolução Francesa, referindo-se sobre o local onde os grupos se posicionavam na Assembléia, resumidamente, os liberais à esquerda e os conservadores á direita.
Maiores detalhes sobre ideologias políticas são facilmente encontrados em diversos sites da internet.
Sem nenhum aprofundamento histórico ou aprofundada pesquisa, meu objetivo nesta matéria é apenas algumas observações sobre a direita brasileira.
Pra deixar bem claro, já digo que tenho clara tendência a ser de direita (apesar de ser canhoto rsrs).
Porém, sou totalmente democrático e contra qualquer tipo de radicalismo, apoiando a harmonia como a melhor das soluções para nossos problemas.

Nossa ditadura militar foi uma ditadura de direita, diferente das ditaduras comunistas.
No retorno da democracia, as eleições foram disputadas por dois candidatos de direita, Paulo Maluf (PP) e Tancredo Neves (PMDB), esse último faleceu em circunstâncias que geraram algumas dúvidas e o vice, José Sarney (PMDB), assumiu em seu lugar.
O país beirava a um colapso, e a situação era de hiperinflação.
Sarney teve seu tempo de glória com o Plano Cruzado, apoiado pela população e pela Rede Globo, mas o plano econômico não se sustentou por muito tempo e afundou.

Na primeira eleição direta foi eleito Fernando Collor de Melo (PRN), outro da Região Norte do país e de direita.
Sua fama era de “caçador de marajás”.



Apoiado pela Rede Globo venceu as eleições e logo mostrou o que viria a seguir.
Péssimos planos econômicos, erro atrás de erro, confisco da poupança, que levou milhares a falência, e o aumento da corrupção, aliado ao fato da imprensa agora ter mais liberdade em denunciar.

Com o impeachment do Presidente Collor assumiu seu vice, Itamar Franco (PRN), que conseguiu ao finalzinho controlar a economia do país com o plano Real.

Com a propaganda de ser o pai do plano Real, o então Ministro Fernando Henrique Cardoso foi eleito Presidente, iniciando seu mandato em 1995.
Dessa vez a ideologia estava mudando, pois pertencia ao PSDB, e apesar de serem considerados pela esquerda de hoje um partido de direita, na verdade pendiam em centro esquerda.
FHC, era um estudioso do marxismo e durante a ditadura se auto exilou no Chile.
Depois das trapalhadas da direita, nesse momento o poder começa a mudar de mãos em questão ideológicas, caminhando para a esquerda.
Apesar de que o eleitor brasileiro não costuma votar em partidos, tornando seu voto muito mais pessoal do que partidário e consequentemente menos ideológico.
Em seu mandato, FHC parece mais adepto ao neoliberalismo.

FHC teve dois mandatos de Presidente da República, e passou o bastão para Luiz Inácio da Silva, o LULA.
Dessa vez, depois de tanto tempo a esquerda nata finalmente toma o poder no Brasil, através do voto.
 LULA era um sindicalista, mas grande parte do PT atuou durante a ditadura de forma mais abrasiva, com atentados, sequestros e roubos a bancos.
O aumento da corrupção foi vertiginoso durante a era Lula, mas seu carisma e boa situação econômica mundial e brasileira fizeram com que ele ganhasse mais um mandado e ainda colocasse uma assecla como vencedora das próximas eleições.

Agora os eleitores elegeram a primeira mulher presidente do Brasil, DILMA Rousseff.
Essa foi bem ativa durante a ditadura, participava diretamente nos assaltos a bancos e outras empreitadas.
Todo esse breve histórico para chegar aonde chegamos, principalmente em relação a violência e decadência da Segurança Pública.

A DECADENTE E CARICATA DIREITA BRASILEIRA



Lembrando: sou de direita.
Todo início de democracia costuma ter um alto índice de corrupção.
Além da corrupção, nosso retorno a democracia também foi incompetente na economia, e fomos chefiados pela direita.
A esquerda chegou devagarzinho e estabilizou o país, porém a corrupção rolou solta e continua até hoje.
Como se não bastasse, o pessoal da esquerda costuma ser avesso a ordem e a disciplina, então a Segurança Pública ficou da forma que se apresenta: Insustentável.
Movimento dos Sem Terra (MST) a terroriza no campo e é patrocinado pelo governo.
ONGs com objetivos obscuros são patrocinadas pelo governo.
Os chamados Black Blocs são patrocinados pelo PSTU, partido de extrema esquerda, e vandalizam com depredações e incêndios durante manifestações populares.
O menor de idade pode cometer crimes impunimente
Na prática, o consumo de drogas não é apenado (apenas penas restritivas de direito, de difícil fiscalização).
As Leis Penais são fracas, as penas baixas.
A Lei de Execuções Penais prevê uma série de benefícios aos presos, que incluem visitas intimas e diversas saídas temporárias ao ano.
Estudantes da USP mandam na universidade, fazem greve (!!!) escolhem reitor e não querem a polícia no campus.
E a Direita, o que faz?
Ninguém vê nas ruas nenhuma manifestação de cunho ideológico de direita, como por exemplo para a redução da maioridade penal, ou para o aumento da penas, ou pelo direito de porte de armas.
Os lideres de Direita que temos são ridicularizados, entre eles:
Paulo Maluf – dezenas de processos de corrupção, a pouco tempo fez aliança com Lula. Era inimigo ferrenho do PT, porém, apoiou Haddad para prefeito de São Paulo.



Fernando Collor de Melo – continua o mesmo, desde quando foi escurraçado da presidência. Porém, assim como Maluf, seus antigos inimigos são comparsas.



A conhecida bancada evangélica é notadamente conservadora e de direita, porém, devido ao neopentecostalismo, acaba ganhando a antipatia de grande parte da população.
O partido PRB, pertence à Igreja Universal, que é igual o Corinthians, tem uma grande torcida, só perde em números para os torcedores que o detestam.

O Deputado Pastor Marco Feliciano é um ícone negativo da direita.
É notadamente preconceituosos com tudo, incluindo outras religiões.
Se não bastasse, há no youtube várias gravações que o denigrem, entre elas uma em que ele diz que a África é amaldiçoada, outra ele pede um carro pra filha dele, outra ele pede a senha do cartão do bando de um dos fiéis, e por aí vai.



E hoje, a maior voz da direita nacional é (rufem os tambores ....)
Deputado Federal Jair Bolsonaro.
Bolsonaro é polemico e direto.
Deu voz aos adeptos a direita brasileira.
Fez discursos e deu entrevistas esclarecedoras sobre a Comissão da Verdade, o terrorismo na época da ditadura, maioridade penal, e diversos outros assuntos.
Porém ...
Seu radicalismo é seu calcanhar de Aquiles.
É nitidamente homofóbico, apóia irrestritamente Marco Feliciano, e mantém uma imagem de racista, apesar de negar veemente.
Esse posicionamento acaba afastando até quem simpatiza com algumas de suas idéias.
Se fosse lapidado e aceitasse sugestões, teria um grande futuro.



O Deputado Estadual (SP) Conte Lopes era das antigas, com bordões do tipo “Cacete e bala” e a velha “pena de morte”, são coisas que hoje em dia quem tem o mínimo de conhecimento sabe que é impossível, isso faz com que caia no descrédito.
É extremamente vaidosos. Já votei nele (!).



Hoje desponta como Deputado Estadual (SP) e candidato a Governador nas eleições desse ano (2014) o Major Olimpio Gomes. Meu candidato.
Apesar dos discursos inflamados, fala com clareza e sensatez.
Não aparenta radicalismo nem preconceitos.
Parece ser a cara que os eleitores de direita esperam dessa ideologia tão maltratada no Brasil, que fez com que os políticos tivessem medo de assumir sua posição de direita devido a ditadura militar.
É uma das esperanças da renovações dessa ideologia. Lembro que estamos falando de pessoas e não de partidos, por vezes personalidades de uma ideologia estão em partidos de outra.



Há outros como Afanásio Jazadji, Eneas Carneiro, Celso Russomano, Erasmo Dias, etc.
Portanto, a culpa da esquerda estar no poder é da própria direita.
Isso da margem a pessoas sentirem saudades da ditadura militar e defenderem uma tal de “intervenção militar”.
Toda ditadura é ruim. Nenhum país de primeiro mundo se ergueu devido a uma ditadura.
Não existe ditadura sem conflito.
Há corrupção nas ditaduras, a diferença é que não há liberdade em denunciá-la.
Tratados internacionais impediriam o estabelecimento de qualquer intervenção militar.
E o pior: Quando a democracia retornasse (o que iria acontecer de qualquer modo) repetiríamos toda essa história da esquerda no poder, corrupção desenfreada, etc.

Racheal Sheherazade é uma repórter que ousou ter uma opinião ideológica de direita em seus comentários na TV.
Angariou muitos admiradores (como eu) mas também uma série de ferrenhos inimigos, principalmente entre seus colegas da própria imprensa, que normalmente são de esquerda e até militam.
Apesar dos militantes de esquerda levantarem a bandeira de liberdade de expressão, são costumeiramente opressores e avessos a opiniões diferentes de sua ideologia.
Já dizia Holanda Cavalcanti "não há nada mais conservador do que um liberal no poder".



O QUE A DIREITA NACIONAL PRECISA



Eleitores como eu, com uma vertente ideológica de direita, normalmente defendemos leis mais duras, redução da maioridade penal, direito (com restrições) ao porte de armas, políticas sociais voltadas para o desenvolvimento e não apadrinhamento, educação eficiente, meritocracia, menos impostos, fortalecimento da classe média, etc.

Em primeiro lugar precisamos de representantes de direita honestos, com credibilidade. Nada de Paulo Maluf, muito menos de “rouba mas faz”.



Uma direita laica, sem ligações diretas com igrejas. Algumas ordens religiosas são claramente preconceituosas com pessoas de outras religiões e tendem a beneficiar pessoas com a mesma ideologia religiosa.

Sem radicalismo. O radicalismo é intolerante, quer ganhar no grito.
Precisamos de pessoas com argumentos fortes, mas não raivosos e intolerantes.
Lutar e ser perseverante com suas ideologias, mas entender as posições contrárias, só dessa forma é que conseguiremos colocar em pratica nossas idéias.

Sem vínculos ou utopias com a ditadura militar. Não há nada de errado em ser de direita e defender a democracia. Os Republicanos dos EUA são de direita.

Deixar de ser caricato, com bordões idiotas, manifestações pessoais preconceituosas, não se ater a questões menos importantes só pela oportunidade de aparecer na mídia.

E o principal, que abrange a todos não só aos representantes:
Mostrarmo-nos presentes.
Isso é o que mais nos falta. Mostrar a todo o país que queremos ser representados. Que não aceitamos a situação atual.
Qualquer garoto sai a rua em manifestação, seja ela pela liberação da maconha, passeata gay, redução de tarifa de ônibus, mas a direita fica sentada em casa.
O pessoal da esquerda tem o poder da manifestação. Anos e anos de protestos fizeram com que se especializassem nisso enquanto nós esperávamos a solução dos problemas sentados.
Isso fez com que ficassem profissionais em mobilizações, muitas delas pagas, mas alcançam seus objetivos.
Vamos pras ruas. Nada de passeata pedindo paz, mas vamos exigir nosso direito a segurança. Exigir do governo propostas reais. Temos que aprender a pressionar os políticos.
Depende de nós mesmos.






quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Águia e o Tigre

A Águia e o Tigre



Seja uma ÁGUIA!
A águia é uma ave de rapina. Uma caçadora. A majestade dos céus.
Enxerga de longe. Sua visão vai muito além da dos outros animais, dessa forma, sabe o momento exato de atacar.
Quem anda em bando são os pombos. Empolam o peito, fazem barulho, são sujos e vivem de migalhas.
A águia caça sozinha. Em silêncio. Ataca soberana pelo ar, na terra e chega até mesmo a mergulhar para apanhar sua vítima.
Sempre pega as melhores presas.
Um pombo jamais será uma águia.
Ela representa proteção, força, abundância, sabedoria e espiritualidade.
A águia é um dos símbolos do Hapkido.



Seja um TIGRE!
O tigre é um predador no topo da cadeia alimentar.
É forte, ágil, sobe em árvores e sabe nadar. Não há como fugir de um tigre em seu encalço. Nada será um obstáculo para que alcance seu objetivo.
Apesar de seu tamanho ele é astuto, silencioso e sagaz.
Seu ataque é furtivo, não dando oportunidade a sua presa.
Mesmo violento, ostenta beleza e magnitude.
É paciente, independente e confiante.
No Japão seu simbolismo é de força e vingança, usado em tatuagens pela Yakuza.



O simbolismo reflete nossas escolhas.
Utilize um símbolo que o atraia para focar seus objetivos.
Persiga seus objetivos como se você fosse um predador.
A sua presa não irá deixar ser apanhada tão fácil.
Ás vezes ela é mais rápida, mais esperta, mais experiente. Você talvez tenha que correr ou esperar pacientemente, saltar, nadar, escalar.
Não importa.
Aprenda, mude a estratégia, treine.
Mas não desista.
Todo o dia é uma oportunidade oferecida por Deus para que nos aperfeiçoemos.




COMBATE TÁTICO - Defesa Pessoal Urbana 
Abordagem simples, direta e eficiente. Fotos coloridas.
Armas improvisadas, noções de direito pertinentes ao tema, visão de Segurança Pública.
O livro pode ser adquirido diretamente com o autor R$ 35,00 + frete
Contato - facebook - Davidson Abreu
                Fan Page - Combate Tático
Ou pela Bueno Editora - http://www.buenoeditora.com.br/shop/ 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CAOS SOCIAL

CAOS SOCIAL



Estamos em um total caos social.
Nenhum país democrático que não está em conflito civil, seja na iminência de uma revolta ou sofrendo com algum tipo de ações terroristas, passa pelo que passamos.
Nossos freios legais são incompetentes para barrar ações criminosas de todos os tipos.
Não estou falando apenas em crime organizado ou crimes mais comuns, mas qualquer ação criminosa.
A ingenuidade e ignorância sobre a incompetência do Estado não existe mais.
Qualquer menor de idade sabe que é imune a lei. Alias essa devia ser considerada mais uma imunidade além das diplomáticas e parlamentares.



A polícia é deficiente de ferramentas para que suas ações tenham efeito, pois vivem enxugando gelo.
A cada ano as apreensões de drogas e de armas são maiores, mas os índices criminais aumentam!




Como é possível?
Será que ninguém percebe que há algo errado nisso?
Se você retira a água que está dentro de seu barco e o nível da água continua o mesmo ou aumentando, quer dizer que o barco está furado.
Se a economia do país melhorou, se há mais empregos do que há dez anos, se há mais gente nas escolas, independente da qualidade, então cai a tese apenas do “problema social”.
O problema é de justiça. É criminal.



Nada vai adiantar apreensões de drogas se as drogas entram no país por ar, terra e mar. E de dentro das penitenciarias os lideres das quadrilhas continuam no poder.
Apreensões de armas se elas entram da mesma forma.
Prender ladrões, traficantes e estupradores se eles saem rapidamente ou pelas penas serem breves ou pelas saídas temporárias e indultos.
Mas repito: não se restringe a isso.
Nesse ano de 2013 quantas construções desabaram e pessoas morreram?
Devido ao sentimento de impunidade, pois quem fez as construções não se preocupou.

Novamente tragédia em um estado de futebol.



Qual a novidade?
Há quantos anos isso acontece e nada fazem pra mudar?



Jovens promovem baile funck em um shopping!
Com base no direito livre de reunião, mais de 5 mil jovens lá se reúnem e aproveitam pra saquearem lojas.
Se pesquisarmos em blogs veremos alguns pseudos socialistas alegarem perseguição aos jovens da periferia.
A questão é de ordem e de segurança pra todos. Todos podem ir ao shopping como sempre foi, mas a liberdade tem limites.



E o direito de quem está ali com a família, acreditando ser o shopping um dos últimos lugares seguros para o trabalhador ter lazer.
Os tais dos Black Blocs descaradamente cometem diversos crimes durante manifestações, impedindo assim que o verdadeiro manifestante, cansado de ser oprimido por um governo sórdido, exponha sua indignação.



Cadê os tais na época em que os mensaleiros quase se livraram da prisão?
Partidos radicais exaltam esse tipo de gente, pois no fundo querem recrutá-los como soldados de suas ambições.


O que quer esse partido?
Que cada um de nós vá pra rua e exerça livremente a violência?
E se meu ideal de país melhor for, em vez de quebrar carros da polícia e incendiar ônibus, queimar a sede de seu partido e bater em todos que estiverem de mascaras?
Então esse mesmo partido me apoiaria?

Bailes funk nas periferias são ditos na mídia como cultural, porém são patrocinados pelo crime organizado e diversos crimes são cometidos, como venda e uso de drogas, corrupção de menores, porte de arma de fogo, homicídios, etc.



Será que alguém tem dúvidas que os bailes funk são intimamente ligados ao crime organizado?
Emissoras de TV tem! Pois sempre há programas do tipo "iskenta" ou novelas que vendem outra imagem.
Nada contra você dançar ou ouvir funk em seu carro ou em sua casa, ou mesmo em um baile. Desde que eliminem o crime do local.
Existe o problema, não há como esconder.



Manifestação em protesto após um jovem ser morto por um policial acaba em saques e incêndio a ônibus.



Alguns foram presos e o que se constatou é o já sabido: vários antecedentes criminais.
Entre eles uma criança de 11 anos!
E os pais dessas crianças? Cadê a responsabilização?
E os pais das crianças que estão fazendo algum malabarismo nos semáforos.
Por que não são responsabilizados?
Sabe o futuro dessas crianças?
Tudo o que eu disse acima.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

CAMPEONATO MUNDIAL DE HAPKIDO


X WORD CHAMPIONCHIP HAPKI DO
2013 




A World Sports Hapkido Federation junto a International Olympic Taekwondo Federation organizam em Curitiba, Paraná, o Campeonato mundial de Hapkido Olímpico, há 10 anos.




Em 15 e 16 de junho tive a oportunidade de pela primeira vez participar do campeonato.
Meu mestre, ANASSIEL KIN, há quatro anos já participa com seus alunos do campeonato, e nunca deixou de trazer medalhas.
Na data da competição, prestes a completar 39 anos de idade, e já afastado de competições há quase 20 anos, resolvi me inscrever.
Excepcionalmente, justo nesse ano, eu fui o único competido representando minha academia.


 
                                 Muita gente no evento

A responsabilidade era enorme. Estava acompanhado apenas de meu mestre e do casal de amigos editores da revista MASTER, Fábio Bueno e Elaine Bueno.
Na ocasião eu era faixa vermelha ponta preta.
Decidi competir em três categorias:
Combate;
Demonstração de arma – bastão tonfa;
Defesa Pessoal – defesa contra arma de fogo curta.
Para a demonstração de arma e defesa pessoal havia treinado com um parceiro da academia, porém, próximo da data ele resolveu não ir por problemas pessoais.




               Treino na academia Agonn para a apresentação com tonfa
   


                                      Treino de técnicas de desarme

Isso piorou a minha situação, pois prejudicaria a apresentação, onde todos já haviam ensaiado com seus parceiros de treino.
Pra ajudar eu estava com dor de cabeça.
Sem parceiro, meu amigo Fábio Bueno indicou o Mestre JOSEVALDO MATOS MATOS, da Bahia, que com muita humildade me auxiliou bastante na apresentação.
Sem ele com certeza eu não conseguiria nada.
O Mestre Josevaldo foi exemplo de cordialidade, ética e camaradagem, pois além de me ajudar competiu contra mim, tanto ele quanto seus amigos e seu filho. E mesmo assim deu o melhor de si para o sucesso de minha apresentação.
Na demonstração de armas escolhi o bastão Tonfa, por estar familiarizado com ele devido ao fato de eu ser policial militar, já ter utilizado na prática e quando ministro aulas no quartel.


    Demonstrando um estrangulamento com tonfa, com a ajuda do Mestre Josevaldo.




Restringi aos movimentos básicos devido à falta de treino com o Mestre Josevaldo, e mesmo assim ganhei a medalha de prata.




Perdi o ouro para o Mestre MANUEL GARCIA, da Colômbia, que fez uma demonstração espetacular de bastão longo e outras armas.


Mestre Manuel Garcia, proprietário de uma rede de academias de artes marciais na Colômbia.

Foi um resultado muito bom.
Parti para a apresentação de defesa pessoal, no caso, escolhi técnicas de desarmamento contra armas de fogo curtas – pistola ou revólver.
Novamente o Mestre Josevaldo me ajudou.




Da mesma forma, restringi um pouco os movimentos devido a falta de treino com ele como parceiro. A velocidade ficou levemente prejudicada, a fim de eu não machucá-lo.
Foi uma apresentação muito boa e eu ganhei a medalha de ouro!

Mas meu objetivo era o combate. Estava lá para testar efetivamente as técnicas que eu treinava por anos, desde antes de eu conhecer o Hapkido.
Minha luta foi no dia seguinte das demonstrações.
Havia me preparado, perdido peso, comprado equipamento.
Tinha algumas dúvidas quanto as regras.
Foram proibidos chutes abaixo da cintura (perna), “mata leão”, socos só seriam contados pontos quando desferidos no peito em linha reta, poderia ter o estrangulamento com a gola do kimono (toga), mas o tempo para a finalização era de apenas dez segundos.
Fomos despreparados e um pouco desorganizados. Não levamos protetores de cabeça e tivemos que as pressas conseguir emprestado.
Chegando perto enfrentava meu maior inimigo: o nervosismo.
Em cada pessoa ele ataca de forma diferente. Tem gente que treme, outros sentem dor de barriga, vontade de ir ao banheiro, mas comigo é diferente.
Eu sinto como se minha pressão caísse e fico lento, “mole”.
Olhava para todos procurando descobrir quem seria meu adversário.
Algumas baixas já haviam ocorrido.
No Hapkido um quebrou o dedo do pé devido a um arremesso, outro caiu de cara no tatame e lesionou o rosto.
No Taekwondo um foi socorrido de ambulância depois de ter quebrado a mandíbula devido a um chute.


                                       Demonstração de Taekwondo

Fora os golpes comuns que não foram tão contundentes a primeira vista.
Não usaríamos protetores de tórax.
Lembrei dos chutes que recebia de meu mestre nos treinos.
Quando ele chutava meus ombros, o músculo deltoide ficava roxo.
Certa vez eu vesti três coletes protetores e mesmo assim não aguentava os chutes dele na costela, e nem era com toda força.
Quando as chaves foram sendo fechadas não havia lutadores pra minha categoria de faixa.
Assim ficou fácil, eu venceria por W.O!
Mas as coisas pra mim não foram tão simples. Mestre Kin aceitou que eu lutasse com um faixa preta.




                                                      Eu e Grão Mestre Anassiel Kin

Mas não um faixa preta qualquer.
Mestre Crisólito. Na verdade GRÃO MESTRE CRISÓLITO.
Dono de academia, 6º Dan, e vencedor absoluto dos últimos três anos seguidos!
Possui diversos títulos estaduais, brasileiro e sulamericano.
Seria o momento de me testar de verdade.
Meu Mestre orientou para que eu ficasse no contra ataque, mas não era meu estilo e não foi pra isso que eu vim.
Acredito que meu adversário ao ver-me tenha ficado tranquilo ou bem confiante. Não me conhecia de outros campeonatos e eu era apenas um faixa vermelha ponta preta, enquanto ele era o detentor de vários títulos brasileiros e mundiais.
Contava com experiência e carregava seis dans em sua faixa.
Parti pra cima!
Devido ao meu nervosismo, como expliquei, estava lento. Não conseguia desenvolver a explosão de meus chutes.
Mas o surpreendi com minha elasticidade e precisão.
Mesmo assim ele bloqueou meus primeiros golpes.
Assim que ele se recuperou da surpresa iniciou sua ofensiva.
Da mesma maneira eu defendi quase todos os seus golpes, os que conseguiram atravessar minha guarda não tiveram potencia suficiente pra barrar meu ataque, que por sua vez, ele bloqueava também.
Ele desferiu uma giratória muito rápida, seria um lindo ponto, se eu não tivesse defendido.
Com meu bloqueio ele foi ao chão e eu fui por cima dele e iniciei a pegada de gola.
O protetor de cabeça atrapalhou um pouco, mas eu ajeitei e comecei o estrangulamento cruzado de gola.


                        Ajeitando a gola para o estrangulamento        

Porém, só tinha dez segundos e eu não consegui finalizá-lo.
A luta reiniciou em pé. Mas logo teve o intervalo.
Eu estava ofegante. Meu mestre reclamou dizendo para eu contra atacar, pois estava cansado.
Mas eu sabia que teria que surpreendê-lo novamente e colocá-lo em uma posição defensiva.
Iniciou o segundo round e parti pra cima novamente.
Nada me deteria. Pena que eu não podia desferir meus golpes de boxe.
Ele bloqueou meu avanço umas duas vezes com um chute lateral com a perna da frente.
Seu repertório de golpes era extenso. Giratórias, chutes circulares e laterais. Também desferia socos retos.
Em dado momento desferi um soco a altura de seu peito, quase no pescoço.
Ele contava com sua torcida. Um de seus lutadores sempre gritava “isso” quando ele chutava, acertando ou não.
Próximo ao final da luta eu o segurei pelas mangas do kimono e varria com meu pé direito e quando ele levantava a perna eu o acertava na cabeça com minha perna esquerda.
Assim a luta terminou.


                                                  O Combate

Grão Mestre Crisólito foi definido como vencedor e campeão, eu fiquei com a medalha de prata.
Algumas das pessoas que estavam assistindo a luta vieram me cumprimentar surpresas com meu bom desenvolvimento no combate, pois conheciam meu adversário de outros campeonatos.
Inclusive meu amigo Fábio ficou surpreso com minha desenvoltura contra meu adversário.
Em nenhum momento contestei os juízes. Fiquei honrado de ter lutado com meu adversário.
Sei que fiz uma boa luta e respeito à opinião de todos que a assistiram. Tanto os que acharam que eu perdi, que eu empatei ou que venci.
Foi uma luta de difícil decisão e os juízes eram competentes.
Meus braços ficaram roxos de tanto bloqueio.
Logo depois meu adversário lutou em uma categoria acima de seu peso e foi campeão novamente.


                                       Eu e Grão Mestre Crisólito 

Como eu imaginava, meu maior inimigo foi eu mesmo. Talvez, se eu tivesse um controle maior me sentiria melhor e lutaria com minha explosão natural. Com maior rapidez.
De qualquer forma, sozinho, sem torcida, com o apoio apenas de meu mestre e o casal de amigos, retornei com 3 medalhas e novamente brilhou o nome da cidade de Santos.
Dias após, conquistei minha faixa preta.


                  Eu e o Grão Mestre Hong Soon Kang, organizador do evento. 
                    
Mestre Kang foi o primeiro mestre de Anderson Silva, quando ele iniciou nas artes marciais, havia escolhido o Taekwondo.

Após o campeonato houve algumas reportagens na Baixada Santista a respeito do evento, repercutindo bastante por toda a cidade.


                                                Foto do jornal A Tribuna
                                             
                     Reportagem no programa Balanço Geral da Rede Record