segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O Escritor e o Lutador

O Escritor e o Lutador




Quem acompanha as matérias desse blog já conhece meus pontos de vista referente à Defesa Pessoal e Segurança Pública. Assuntos que sempre geram polêmicas e opiniões diversas.
Sábio aquele que consegue enxergar o outro lado, justificar suas posições ou até alterar seus conceitos anteriormente estabelecidos.
Minha missão em minhas aulas, hoje praticamente resumidas a Unidades da Polícia Militar, é voltada para que o policial no tempo que dispões de seu treinamento, muitas vezes sem nunca ter tido contato com artes marciais, é deixá-lo apto para sobreviver nas ruas, não se exceder e alcançar seu objetivo, que irá desde a dispersão até a imobilização para a condução e algemamento.
A fim de atender um outro público, escrevi meu primeiro livro, COMBATE TÁTICO - Defesa Pessoal Urbana.



Então entro no assunto que inspirou essa matéria: A Luta do Escritor.
Só conseguimos entender os meandros de determinados assuntos quando nos envolvemos diretamente com ele, então sabemos das dificuldades, ainda mais em um país em desenvolvimento onde tudo parece ser mais difícil.
Sempre escrevi bem e tinha vontade de fazer um livro técnico sobre Defesa Pessoal, que realmente ensinasse algo ao leitor, tanto prático como teórico, longe de várias obras na qual só servem para propagandear o autor e sua academia.

Descobri que haveria basicamente duas maneiras para publicar (livro físico): através de uma editora ou por conta própria.
Resolvi fazê-lo por conta, ou seja, contratei a editora de um amigo, e paguei pelas tiragens. Por sorte, esse meu amigo, Fábio, da Bueno Editora, também é fotógrafo e especialista na área de Artes Marciais, sabia exatamente o que eu queria.
Dei a ideia, e a partir de um desenho meu foi elaborado a capa.
Precisava de alguém para participar me auxiliando com os golpes, então pedi para um grande amigo, que já havia trabalhado comigo na Força Tática de um Batalhão da Polícia Militar na Zona Sul de São Paulo, Marcos Oliveira, o Mestre Marcão, campeão e professor de Jiu Jitsu.
  
                                                              Foto do livro


Completei o texto e iniciamos as fotos. Um trabalho penoso, pois nem sempre a imagem sai exatamente como o programado, e teria que ser bem didática.
Paguei caro por cada exemplar, devido a ser uma quantidade pequena para uma editora e ter sido colorido.
Após todo esse trabalho que resumi, da ideia ao resultado foram cerca de 3 anos, tive que programar o lançamento. Local, som, convidados, divulgação, banner, etc.
Resolvi chamar alguns mestres de várias modalidades para realizarem apresentações, consegui água, suco de frutas, e um bom tatame.



O lançamento foi na Casa da Frontaria Azulejada, no final de 2014. Apesar da forte chuva que impossibilitou a chegada de alguns convidados, reuni mais de 100 pessoas, e também um canal da internet, uma matéria no maior jornal de Santos e outra em uma emissora regional.
Após tudo isso, descobri que foi a parte fácil. Para manter as vendas é necessária a divulgação. Livro é uma realização pessoal, não dá lucro em relação ao trabalho.
Tive que aprender sobre isso e ainda bato muito a cabeça. Não sou um bom vendedor e não gosto de ficar oferecendo muito menos constranger alguém a comprar um livro meu.
Comecei a usar a internet e por sorte, grandes figuras da mídia “internética” me deram uma baita força, como Nando Moura, Bene Barbosa e Marcos Do Val.







Dessa forma, o livro se espalhou pelo Brasil, sem estar em nenhuma livraria, apenas pelo correio e contato pelo Blog e minha fanpage do face book.
Não demorou muito para eu dizer a mim mesmo que “jamais escreveria novamente um livro”.
 Porém...
Quase ao mesmo tempo que havia iniciado o COMBATE TÁTICO, resolvi escrever um Romance de Fantasia Fantástica de Terror, na época nem sabia que seria classificado como tal.
Então fui me interessando não só pelo que escrevia, mas como fazê-lo da melhor forma possível, comecei então a aprender e ainda aprendo sobre técnica literária.
Já tinha título e estava em andamento - A Vingança de Drácula.



A história iniciava logo após o fim do romance de Bram Stoker, com a ressurreição do vampiro, que agora além de reiniciar seus planos de conquista da Europa, queria vingança com aqueles que quase o mataram.
A aventura se passa em vários países da Europa e conta um pouco da geografia, costumes e folclore da cada um. Os fatos históricos da época se intercalam com os personagens, além de reunir personagens verdadeiros e de outras obras de terror da mesma época.
A dificuldade foi imensa, em encaixar os personagens de acordo com a obra de Stoker e acompanhar o desenvolvimento histórico daquele século, sem falar em lendas e tradições relacionadas a vampiros e lobisomens, até mesmo alguns fatos reais ocorridos.
Ainda não estava habituado a estrutura e tempos verbais organizados, e tive que aprender e me ater a isso, mesmo assim, hoje corrigiria alguns detalhes.

Comprei livros, assisti documentários sobre tudo a respeito, época, vampiros, escritores, etc. Sem contar na maratona de filmes que vi e revi de Drácula. Minha alma estava naquele projeto.
Com muito custo, o livro ficou pronto. Depois revisei e reestruturei algumas coisas, sem deixar perder a alma do objeto.
E agora?
Poucas pessoas sabem, mas é muito difícil uma editora publicar algo de um desconhecido.
As histórias de grandes escritores contemporâneos são tão interessantes quanto suas próprias histórias. Uma luta enorme até atingirem o sucesso, e outros tão bons ainda estão nessa luta. Eu estou apenas começando.
É só ver como foi para Paulo Coelho, André Vianco, Raphael Draccon, e ainda está sendo para M.R. Terci, um grande escritor e hoje amigo.



Esses acima tentaram em diversas editoras e foram recusados, e por ironia, com originais que se tornaram Best Selers posteriormente. Assim como outros escritores estrangeiros, talvez o caso mais icônico seja Harry Potter.
Algumas grandes editoras chegam a receber 20 originais/dia. Pesquisei quais publicavam sobre o assunto e estavam dispostas a receber originais. Enviei vários e-mails para diversas editoras que nem me responderam, exceto uma que propôs para que eu pagasse parte da edição, porém eu não estava interessado.
Meu amigo J.R.R. Abrahão, também escritos e mago, conseguiu uma entrevista comigo na Editora Madras, então pude vender meu “peixe” pessoalmente.
Pediram um tempo para avaliarem e eu fiquei esperando segurando minha ansiedade. Imaginei que, caso se interessassem, solicitariam algum tipo de alteração no conteúdo, objetivando algo mais comercial.



Um belo dia recebi uma carta com o contrato da Madras e para minha surpresa, não exigiram nenhuma alteração.
Um contrato padrão. Para quem não sabe o autor recebe 10% do valor de capa em cada unidade vendia, sujeito a promoções. E isso é á longo prazo.
Foi um trabalho muito bom, fiz sugestões para a capa, e até algumas figuras ilustrando o início de cada capítulo.
Concederam-me a oportunidade de receber meus direitos em livros, 10% do total, mais alguns exemplares do autor, isso me possibilitou fazer minhas próprias vendas.
Como disse anteriormente, apesar de todo o esforço, esse é apenas o início do trabalho. Apesar da editora fazer a distribuição e divulgação em seu site, o autor precisa fazer a parte dele, ou ficará esquecido.Se não vender, a editora não se interessará por novos livros.  
O escritor começa a se tornar conhecido a partir de seu terceiro ou quarto livro, o leitor se identifica com o estilo e começa a procurar por suas obras.
No meu caso foi mais difícil, pois eu já tinha um público mais ou menos formado para Defesa Pessoal, e agora mudava completamente o foco.



Isso consumiu muito de meu tempo. Participei do lançamento na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, fiz outro lançamento em Santos, participei da Santos Comic Expo e um bate papo junto com feras, como André Vianco e o pessoal do Lenda Urbana, na biblioteca Villa Lobos.



Saí em algumas matérias, entre elas uma muito legal em minha casa, pela rede Record.
Reforcei minha fan page, Davidson Abreu - livros e pensamentos, que devagarzinho foi chegando aos 5 mil seguidores.
Mesmo assim, as coisas não eram fácil. Algumas resenhas surgiram positivamente, mas alguns dos youtubers mais conhecidos por suas resenhas cobravam por serviços desse tipo, e eu não estava disposto a isso. A vida é dura.

O país atravessava sua pior crise, e livro é algo que não é de primeira necessidade.
O valor de impostos sobre o livro chega a mais de 30%, e ainda concorria diretamente com deuses como Stephen King, sem falar que o Brasil não é conhecido por ter um grande número de leitores.
Outra questão são os e-books, que apesar de democratizarem a escrita, também dificultavam a exposição de matéria de qualidade no meio de muita coisa mal feita, sem o cuidado da edição ou revisões.
No meio disso tudo, do meu emprego que me sustentava, ainda tinha que escrever mais.



Finalizei um conto baseado em uma história verdadeira de Santos, chamado de O Fantasma do Paquetá, a pedido da Ghost Club, a mais antiga associação de investigação paranormal do mundo, situada na Inglaterra, entre seus membros estão Sir Arthur Conan Doyle e Peter Cushing.
Continuei a estudar a fim de aprimorar minha técnica, e acompanhei mais atentamente a dificuldade de grandes talentos na área. Nesse tempo terminei outro romance, intitulado provisoriamente de Eu, Vampiro.



Como tudo o que escrevo, tento impor um diferencial, além de uma história cativante e sedutora. Nesse caso é a situação da Segurança Pública no Brasil, a violência e situação que se encontram as periferias, além da ligação de políticos com o crime organizado. Um assunto que conheço muito bem. Logo farei minha apresentação a editora.
Ainda continuo quebrando a cabeça a fim de fazer uma boa divulgação e continuar escrevendo. Estou trabalhando em outro romance, e tenho cerca de dez outros títulos, apenas com ideias e um esqueleto da história.

E se você tem vontade de ser escritor, se agarre em seus sonhos. Não é nada fácil, faça de coração, por prazer, que os frutos vão chegando aos poucos.
Ainda estou regando minha árvore, dia a dia, vendo ela crescer. Aguardando os frutos, então terei que protegê-los das pragas e até de ladrões.

Interessados em comprar algum dos meus livros ou em um bate papo sobre o assunto entrem em contato comigo nos endereços abaixo:


  







terça-feira, 1 de março de 2016

CONTATO E COMPRA DO LIVRO



     Amigos, estive um tempo afastado do blog, devido a estar trabalhando com afinco em outros projetos de livros e também trabalhar bastante em minhas fanpage.

                                                           Com frete R$40,00


Uma delas, a Combate Tático, com o mesmo tema desse blog.
https://www.facebook.com/Combate-T%C3%A1tico-243935352476567/?ref=hl

                                                 Livro + frete + chaveiro - R$53,00


Outra - Davidson Abreu - Pensamentos e escritos
https://www.facebook.com/draculacriatura/?ref=hl



     Sobre outros temas e livros que estou escrevendo. O próximo a ser editado esse ano (2016) será A Vingança de Drácula, editora Madras, um romance de literatura fantástica de terror que envolve personagens fictícios, do romance de Bram Stoker e personagens históricos reais.

     Para quem quiser adquirir meu livro e chaveiro, entrem em contato comigo no face book.

Abraço a todos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

COMBATE TÁTICO - LANÇAMENTO !!!

COMBATE TÁTICO

LANÇAMENTO !!!



Finalmente o lançamento do livro COMBATE TÁTICO – Defesa Pessoal Urbana.
Será realizado quinta feira dia 13 de novembro a partir dás 19h na Casa da Frontaria Azulejada, situada na Rua do Comércio 96, Centro Histórico de Santos/SP




O local é uma das mais significativas obras arquitetônicas da cidade construída em 1865 pra servir de residência e armazém do Comendador português Manuel Joaquim Ferreira Netto.
Sua fachada tem influência neoclássica formada por azulejos em alto relevo importados de Portugal.

A recuperação da fachada ocorreu em 1992 e foi aberto oficialmente ao público para eventos em 2005.


O clima rústico do ambiente é propício para as apresentações de Artes Marciais reforçando ainda mais o espírito guerreiro de cada atleta a se apresentar.



 O livro trata do tema Defesa Pessoal Urbana, que visa preparar o cidadão de bem para sobreviver nas cidades de nosso país cada dia mais violento.

No local ocorrerá a venda dos livros com um brinde e dedicatória do autor.
E também apresentações de Defesa Pessoal e Artes Marciais como Hapkido, Jiu Jitsu, Karate, Ninjutsu, Kobudo, Aikido e com a presença de José Roberto Romeiro Abrahão, idealizador do grupo Sobrevivência Urbana.



   


                                                                                                         
         



Contaremos com ilustres presenças de diversas áreas e também de grandes Mestres da região.

Mestre Davi (Hapkido/Muay Thai)                                                            
















                                                                                                 Mestre Kin (Hapkido/Taekwondo)
















 Mestre Marcão (Jiu Jitsu)                                              Mestre Lira Junior (Aikido)                                        















      
Mestre Soldani (Jiu/Judo/Defesa Pessoal)        






                                                                Mestre Thiago Alexandre (Morganti Ju Jitsu) 

                            
                                                        


                   

  












                          Sobrevivência Urbana




Mestre Maicon Franco (Karate)       
               
                                                                                                                                                       Teremos ampla divulgação no local e o acompanhamento da Bueno Editora, a maior editora nacional especializada em Artes Marciais.

O Sistema COMBATE TÁTICO se divide entre Defesa Pessoal:
Urbana e Militar.
Urbana – situações de risco nas cidades.
Militar – situações de risco relacionadas a profissões que envolvem grupos de segurança.

A Militar subdivide-se em:
Policial e de Guerra.
 


POLICIAL – não apenas para forças policiais, mas para forças de segurança públicas ou privadas, como Polícia Militar, Civil, Federal, Rodoviária, Guardas civis municipais, agentes de segurança penitenciário, segurança privada, etc.
O principal foco dessa subdivisão é a imobilização, condução, técnicas do uso de tonfa, algemamento, defesa contra facas, armas de fogo deporte, controle de distúrbios civis, etc.




GUERRA – militares ou paramilitares em situação de guerra ou qualquer conflito em que pese à defesa do território ou dos interesses de seu país.
Nesse caso o desfecho muitas vezes é a eliminação do inimigo, chegando a envolver captura, sequestro e silenciamento de sentinela.

Mas o foco dessa obra é a Defesa Pessoal Urbana. Pura, direta e honesta.
Sem golpes mirabolantes ou imagens que nada ensinam, apenas envaidecem o autor.
Devemos ter em mente também que Defesa Pessoal não é apenas aprender a aplicar alguns golpes, mas sim ter uma postura e atitude defensiva, sabendo utilizar tudo a seu favor, entender o princípio da oportunidade, criar facilidade, escolher o melhor caminho entre o ataque e a fuga, trabalhar a prevenção.
É ensinada a diferença entre a Defesa Pessoal e as Artes Marciais, mesmo estando intimamente ligadas.
Os golpes e até as defesas são violentos, pois são realistas.
Porém o intuito é cessar a injusta agressão em plena legitima defesa.
O autor teve o cuidado, devido a sua formação acadêmica em Ciências Sociais e Jurídicas, em apresentar noções básicas de direito penal a fim de que o leitor aja com responsabilidade.

O livro já pode ser adquirido diretamente com o autor R$ 35,00 + frete
Contato - facebook - Davidson Abreu
                Fan Page - Combate Tático
Ou pela Bueno Editora - http://www.buenoeditora.com.br/shop/


São explicadas em uma maneira esclarecedora as diferenças entre um atleta, um instrutor, professor, técnico e um mestre.

Acredito que defesa pessoal é um ato de amor consigo mesmo e em defesa daqueles que amamos.



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Solução para a Segurança Pública

Solução para a Segurança Pública




Muitos dizem ter a solução para o problema da Segurança Pública.
A grande maioria não sabe do que está falando e outros tentam resolver o problema de forma isolada.
A imprensa não entende o que acontece e nem quer saber. Compromisso com a verdade é inexistente na imprensa nacional.

De acordo com a Constituição Federal
Art. 144 – A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos ...

Dizer os erros é fácil e já fiz isso em outras matérias, o difícil é o que tentarei fazer agora, apontar soluções.

Em nível Federal



A União (Governo Federal) nada faz pela segurança, e não é de hoje.
A Força Nacional é uma farsa política. Não serve pra nada, apenas propaganda.
São componentes da polícia de outros Estados que são reunidos para eventuais missões, que nada mais é do que patrulhamento ostensivo, que qualquer polícia militar de qualquer Estado faz.
Não se enganem acreditando que durante a ditadura militar o governo zelava pela segurança, na verdade apenas faziam vistas grossas aos abusos da polícia, em uma época em que tortura era o único meio de investigação.
Era mais fácil agir dessa forma e menos dispendioso do que investir em inteligência.
Com a CF de 1988 os direitos foram assegurados, porém, esqueceram de dar as ferramentas necessárias à polícia para combater o crime, como investimento, leis mais rígidas e leis que protegessem os agentes do Estado.
A mãe da violência é a impunidade.
Na prática, hoje, quem comete um crime contra um agente do Estado, sua pena é a mesma caso cometesse o crime contra qualquer pessoa.
Pior, o crime de desobediência e desacato tem penas tão brandas que quem comete o crime não será preso, no máximo uma pena alternativa.
Se for menor de idade, então, nada acontecerá.
Isso faz com que ocorra a violência policial, pois após anos o policial ao ser desacatado, xingado, ofendido, humilhado, sabe que não haverá punição a quem cometeu o crime.



É necessário:
- Construção de mais presídios federais e leis que obriguem os Estados a isolarem nas penitenciárias federais os chefes do crime organizado, que é de competência (em tese) da Polícia Federal;

- Maior efetivo da Polícia Federal, que realmente costumava fazer um trabalho competente de investigação e inteligência;

- Alterar as leis penais com urgência. Principalmente a Lei de Execuções Penais, restringindo as saídas temporárias de presos, retirando regalias como as visitas intimas, restringindo o contato com visitas, tornar crime a fuga (que hoje é “permitida”), alterando para prazos mais rígidos no tocante ao tempo para a progressão de regimes (do fechado para o semi aberto e para o aberto), fiscalização do regime aberto e semi aberto, alteração do Código de Processo Penal, etc;

- Tornar o Serviço Militar concursado e não obrigatório, dessa forma o soldado seria profissional e o crime organizado teria mais dificuldade em recrutá-lo;

- Fiscalização das fronteiras e da costa brasileira com o apoio das Forças Armadas;

Em nível Estadual



No caso, falo pelo Estado de São Paulo
São Paulo é a locomotiva do Brasil, com mais problemas do que soluções.
Durante muito tempo a política de Segurança Pública ficou perdida devido a um revanchismo político que culpava a instituição, principalmente a PM, pela perseguição ocorrida durante a ditadura, em uma época em que os perseguidos viraram perseguidores.
A imprensa colaborou com o enfraquecimento da polícia, criticando diariamente os confrontos entre criminosos e policiais, alegando que a polícia de São Paulo era excessivamente violenta.
Hoje a situação ficou melhor entre a mídia e a polícia, o aparato policial evoluiu em equipamento e treinamento, mas a criminalidade evoluiu muito mais.
O Estado, como os demais do país, carece e muito em investigação, que realmente afetem ao crime organizado que domina o Estado de São Paulo.
Parece que políticos temem investigações, portanto não investem muito nisso.
A Polícia Civil é muito visível e nem um pouco discreta, como deveria ser.
Os policiais são espalhafatosos e costumam andar uniformizados.
É raro ver notícias de grandes prisões e desbaratamento de quadrilhas realizado por investigações.



A maior parte das investigações são baseadamente quase com exclusividade em escutas telefônicas que são realizadas de dentro dos presídios.
Isso leva a crer que há um relaxamento em ações que impeçam o sinal de telefones celulares de dentro dos presídios para que as ligações possam ser acompanhadas, mas a que custo?
O atendimento, indisciplina e o nível de corrupção também são pontos bem criticados na polícia civil, enquanto que na PM a critica da imprensa é sobre os confrontos que resultam em mortes.
Cargos políticos de comando impedem que seus detentores esclareçam as causas da violência. Evitam dar entrevistas conclusivas e claras, respondem com números, mas evitam o embate.

É necessário:



- Em longo prazo estudo de unificação das policias, criando um novo sistema de polícia, diferente da Civil e da Militar, com base ao sistema norte americano, cuja extensão, diversificação cultural são semelhantes ao nosso;
Esse atual sistema gera um custo altíssimo por fazerem o mesmo trabalho duas vezes, como por exemplo, dois tipos de boletins de ocorrência e grupos de policiamento semelhantes, como ROTA e GARRA ou GOE, GATE e GER, ÁGUIA e PELICANO, etc. O ciclo de polícia deve ser único, com início, meio e fim realizados pela mesma Instituição.

- Que os comandantes e chefes esclareçam a população e aos órgãos de imprensa que a questão da violência não é apenas policial, que a polícia prende, porém o número de reincidentes que praticam novos crimes é grande, o mesmo ocorre com os menores de idade, gerando a sensação real de impunidade. Isso deve ficar claro para a população.

- Unificação imediata dos sistemas de comunicação COPOM e CEPOL;

- Unificação das Corregedorias;

- Todas as viaturas da Polícia Civil descaracterizadas;

- Construção de presídios;

- Investimento em tecnologia e treinamento em inteligência, análise de monitoramento e reconhecimento facial;

- Combate ininterrupto ao crime organizado, atacando principalmente seu sistema financeiro, apoio político, lavagem de dinheiro, etc;

- Fazer com que a PM não desvie sua atividade fim com escoltas e outros que não seja prioritariamente policiamento, investindo nos Agentes de Segurança Penitenciários, saúde, etc;

- Resgate da autoridade do professor;

Em nível Municipal



É difícil trabalhar com o município. Com todos os defeitos as polícias são muito mais organizadas e estruturadas do que muitas prefeituras, onde os cargos muitas vezes servem como cabides.
É comum atenderem uma solicitação da polícia, que é uma obrigação, como se estivessem fazendo um favor. Tendem a utilizar tudo como plataforma política.
Grande parte dos municípios não tem a cultura de compreender que também são responsáveis pela segurança.
Que um local onde haja congestionamento de trânsito ou uma rua mal iluminada é um convite a criminalidade.
As ações devem ser conjuntas.
Há prefeitos e vereadores que incentivam invasões e proliferação de favelas. Não coíbem o furto de energia elétrica e de água (gato) para não perderem votos.

É necessário:
- Trabalhar em conjunto com a polícia prestando apoio nas questões de fiscalização administrativa;

- Manter a iluminação e podas de árvores;

- Sistema de monitoramento;

- Guardas municipais;

- Vagas nos pátios para recolha de veículos;

- Fiscalização de estabelecimentos, principalmente bares;

- Fiscalização ao comércio ambulante, principalmente os que coloquem em risco a segurança, como venda de bebidas alcoólicas em locais proibidos;

- Resgate da autoridade do professor;

- Congelamento de favelas, coibir construções irregulares;

 Planejamento imobiliário;

- Coibir furto de água e de energia elétrica.

Sociedade



Em uma sociedade perfeita não existiria o crime.
Os sucessivos governos criaram uma cultura popular de assistencialismo, incutindo na cabeça do cidadão de baixa renda de que o Estado deve supri-lo em tudo.
As leis ofereceram muitos direitos e poucas obrigações.
Famílias desestruturadas, a ausência dos pais na criação dos filhos e um grande consumismo favoreceram a criminalidade.
Há anos atrás era uma vergonha para uma família ter um membro criminosos, hoje chega a ser orgulho ou até mesmo forma de coação contra algum vizinho.
A ausência do Estado nas áreas periféricas contribuem para a inversão de valores.
O morador da favela acaba preferindo continuar onde está e investir seu dinheiro em um carro novo, pois lá ele não paga imposto, IPTU , alguns não pagam energia elétrica ou pagam uma taxa reduzida, alguns tem TV à cabo através de “gato”.
O ponto de tráfico costuma ser no mesmo local a anos, e observando ele nota que o traficante está em ascensão social e é admirado.
Se ele vê policiais cobrando propina perde toda a confiança nas forças do Estado e também pode a vir sofrer violência policial.
Para completar, quando precisa de auxílio financeiro ou até de justiça recorre ao traficante que fornece a ele com rapidez.
Isso acaba se tornando uma bola de neve, que atravessa gerações.
Isso deve ser compreendido e encontrado meios de reverter a situação.

É necessário:
- Se organizar para cobrança das autoridades. Essa cobrança não deve ser pessoal nem política, mas em prol da maioria.

- Apoiar o fortalecimento da autoridade escolar;

- Relatar as ocorrências sofridas;

- Denunciar indivíduos em atitudes suspeitas, abusos de autoridade, comércios ilegais, etc;

- Fortalecimento da família.



É óbvio que é apenas um esboço, as soluções não são miraculosas nem utópicas.
São soluções básicas de acordo com outras políticas de segurança em outros países e aprimorando soluções nossas mesmo.
Basicamente, temos que compreender que enquanto houver a sensação de impunidade, não haver penas rígidas, um tempo maior em regime fechado, justiça rápida, sem aguardar em liberdade os recursos, redução da maioridade penal, nada irá adiantar.
Não é possível viver em um Estado Policial, onde deve haver quase que um policial para cada cidadão a fim de manter a ordem.
O povo deve ter liberdade, sabendo que mesmo não estando diretamente vigiado, se cometer algum crime será punido.
Se você concorda totalmente ou em parte, tenha a curiosidade de saber exatamente as propostas (e o que já fez no passado) de seus candidatos nas próximas eleições.
Hoje é mais fácil cobrá-los, e as redes sociais podem obrigá-los a fazer o que prometeram.
           As mudanças devem ser sérias, ter profundidade e os responsáveis serem mais honestos com a população, colocando de lado suas intenções eleitoreiras ou cargos que ocupam.
          Saiba qual o pensamento a respeito de Segurança Pública de seu candidato.
          Entenda qual a responsabilidade de cada cargo politico.
          Acompanhe suas ações.
          Cobre-o pelo que você espera, pessoalmente, através de cartas, e-mails e diversas formas.
          Torne público seu descontentamento, dando nome aos bois.
          Somente quando eles souberem que correm o risco de não serem mais eleitos é que começarão a tomar providências.